Exportações de lácteos dos Estados Unidos alcançaram US$ 9,51 bilhões em 2025, avanço de 15% em valor frente ao ano anterior.
O resultado aproxima o setor do recorde histórico de US$ 9,54 bilhões registrado em 2022 e consolida um movimento de expansão geográfica e de portfólio.
O crescimento não foi apenas nominal. O volume embarcado chegou a 2,8 milhões de toneladas métricas, 5% acima de 2024. A combinação de aumento em valor e volume indica demanda consistente, especialmente por produtos de maior teor de gordura e ingredientes industriais.
Entre os destaques, manteiga e gordura láctea registraram expansão de cerca de 165% em volume. O leite em pó integral avançou 56%. A performance sinaliza uma mudança relevante na composição das vendas externas, com maior peso de categorias integrais e de maior valor agregado.
A diversificação regional aparece como eixo estratégico. Em 2025, os lácteos norte-americanos chegaram a 143 países. Norte da África liderou o avanço proporcional, com alta de 107% em valor e 69% em volume. A União Europeia também apresentou expansão expressiva, 61% em valor e 69% em volume.
No Oriente Médio, as exportações cresceram 48% em valor e 19% em volume, impulsionadas por queijo processado, leite em pó adoçado, proteínas de soro, lactose e derivados naturais. No Sul da Ásia, o aumento foi de 63% em valor e 25% em volume. A Índia, isoladamente, registrou salto de 71% em valor e 31% em volume.
América do Sul teve expansão mais moderada, 14% em valor e 7% em volume. América Central cresceu 19% em valor e 13% em volume. Na América do Norte, o avanço foi de 6% em valor e 2% em volume. Já a África Subsaariana apresentou alta de 9% em valor.
Para a indústria, os números refletem redução de risco de concentração e ampliação da presença tanto em mercados emergentes quanto consolidados. A estratégia combina alimentos prontos ao consumidor, ingredientes de alto valor e produtos voltados à nutrição especializada.
O desempenho de 2025 sugere maior resiliência exportadora e reforça a importância de acordos comerciais e acesso a mercados. A expectativa da indústria é de continuidade do crescimento, apoiada em uma agenda comercial que amplie oportunidades no Sudeste Asiático, América Latina, Norte da África e Oriente Médio.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Processing






