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27 fev 2026
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🐃 Produzido em Itapororoca, o doce de leite de búfala já alcança PB, PE e RN com sabor diferenciado e leite A2A2.
✨ Criado na pandemia, o doce de leite de búfala virou novo fôlego para produtoras rurais paraibanas.
✨ Criado na pandemia, o doce de leite de búfala virou novo fôlego para produtoras rurais paraibanas.

Doce de leite de búfala pode parecer apenas mais uma sobremesa regional. Mas, em Itapororoca, no Vale do Paraíba paraibano, ele virou símbolo de reinvenção, estratégia e sabor que ultrapassa fronteiras estaduais.

O dado chama atenção: o produto já está presente não apenas na Paraíba, mas também em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. O conceito é simples e emocional. Transformar tradição familiar em oportunidade.

As irmãs Eduarda e Daniela Pedrosa decidiram dar continuidade à criação de búfalas iniciada pelo pai na década de 1980. A atividade foi interrompida por um período e retomada em 2018, com a instalação do rebanho na Fazenda Santa Helena, em Itapororoca.

Veio a pandemia. E, com ela, a queda na venda de leite. O desafio exigiu reação rápida. Foi nesse contexto que surgiu a ideia de produzir o doce de leite de búfala, aproveitando o excedente e agregando valor à matéria-prima.

Segundo Eduarda Pedrosa, a aceitação foi imediata. O diferencial está no leite A2A2 das búfalas, associado à melhor digestibilidade, além de um sabor marcante e textura cremosa que conquistou consumidores. O produto rapidamente abriu espaço no comércio regional.

A localização estratégica da fazenda e as condições naturais favoráveis à criação de búfalos também contribuíram para o crescimento. Com o aumento da demanda por alimentos de qualidade e origem controlada, o negócio ganhou tração.

Hoje, as empreendedoras trabalham na expansão dos derivados e na estruturação do próprio laticínio. O projeto conta com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), desde a elaboração técnica até a aquisição de maquinários e consultorias especializadas.

De acordo com Pablo Queiroz, gestor do agronegócio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas na região, a proposta é fortalecer toda a cadeia leiteira, do manejo à inserção competitiva no mercado. A iniciativa inclui inovação tecnológica, gestão, governança e busca por certificações que reforcem segurança e qualidade.

Um dos focos da chamada Trilha Empreendedora é o aprimoramento genético do rebanho e a melhoria nos processos de beneficiamento. O objetivo é claro: permitir que o produtor paraibano concorra em igualdade com qualquer outro mercado.

Enquanto isso, na prateleira, o doce de leite de búfala segue cumprindo seu papel mais importante: encantar consumidores com um produto que nasceu da necessidade, cresceu com estratégia e hoje representa uma nova fase para o empreendedorismo rural feminino no Nordeste.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Paraiba Online

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