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5 mar 2026
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📦 Abordagem de rotina em Picos identificou falhas sanitárias e ausência de documentação.
⚠️ Além do queijo coalho, manteiga e requeijão também estavam irregulares no caminhão.
⚠️ Além do queijo coalho, manteiga e requeijão também estavam irregulares no caminhão.

A apreensão de 3,5 toneladas de queijo coalho pela Polícia Rodoviária Federal em Picos, no Piauí, expõe um ponto crítico da cadeia láctea:

O transporte sem controle sanitário compromete não apenas o produto, mas todo o sistema de comercialização. A carga havia saído de Pernambuco com destino a Teresina e foi considerada totalmente imprópria para consumo.

A interceptação ocorreu na noite de terça-feira, dia 3, durante uma abordagem de rotina. No caminhão, além do queijo coalho, também foram encontrados manteiga e requeijão em situação irregular. Segundo a PRF, os produtos não cumpriam exigências essenciais para a comercialização de alimentos lácteos, como a presença de selos obrigatórios de inspeção sanitária e controle térmico adequado.

Do ponto de vista operacional, o caso evidencia falhas em dois eixos centrais da logística de lácteos: documentação sanitária e manutenção da cadeia de frio. A própria PRF afirmou, em nota, que a ausência de refrigeração adequada e de documentação válida transforma o produto em vetor perigoso para doenças alimentares. Para a cadeia, isso significa risco sanitário direto e ruptura imediata do fluxo comercial.

O motorista, de 42 anos, foi autuado por atos ilícitos contra as relações de consumo. A autuação reforça que o transporte irregular não é apenas uma infração administrativa, mas também uma questão legal com implicações criminais e comerciais.

Após a apreensão, os queijos foram encaminhados à Agência de Defesa Agropecuária do Piauí, responsável pelos procedimentos necessários e pela destruição da carga. A retirada do produto do mercado evita sua circulação, mas também representa perda total do volume transportado.

Para o setor lácteo, o episódio reforça a importância do cumprimento rigoroso das exigências sanitárias em todas as etapas, especialmente no transporte interestadual. A presença de selos de inspeção e o controle térmico não são formalidades burocráticas, mas pré-condições para a segurança do alimento e para a viabilidade comercial da operação.

Em termos de cadeia, o impacto é direto. Uma carga considerada imprópria não apenas deixa de gerar receita como pode afetar a reputação de operadores envolvidos e ampliar a fiscalização sobre rotas e agentes logísticos. O caso em Picos demonstra que abordagens de rotina são suficientes para identificar inconsistências estruturais, colocando em evidência a necessidade de controles internos mais robustos por parte dos responsáveis pelo transporte e pela comercialização.

A apreensão de 3,5 toneladas de queijo coalho no Piauí, portanto, vai além de um evento pontual. Ela evidencia como falhas sanitárias no transporte interrompem a cadeia de valor e resultam em perdas integrais, autuações e descarte obrigatório do produto.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de G1

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