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17 mar 2026
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🧀 Produção de queijo avança com técnica, turismo e protagonismo feminino no interior paulista.
Veterinária lidera produção de queijo e reforça qualidade e desenvolvimento local
Veterinária lidera produção de queijo e reforça qualidade e desenvolvimento local.

A produção de queijo no interior de São Paulo está ganhando novos contornos — e uma protagonista inesperada.

Em Adamantina, no oeste paulista, técnica, tradição e liderança feminina se encontram em uma história que mistura campo, indústria e identidade regional. O resultado? Um alimento simples que revela uma transformação silenciosa.

A cidade integra as Rotas do Queijo da Alta Paulista e abriga duas queijarias que vêm se destacando não apenas pela produção, mas pelo impacto econômico e social. Em uma delas, a marca Leite Jóia, criada junto com a Associação dos Produtores de Leite de Adamantina e Região (Aplemar) em 2003, simboliza a união de produtores locais para fortalecer a atividade leiteira e agregar valor ao leite.

Hoje, a queijaria recebe cerca de mil litros de leite por dia, somando aproximadamente 30 mil litros por mês. Mais do que volume, o foco está na origem: toda a matéria-prima vem das propriedades das famílias associadas. Esse modelo mantém a renda no campo e sustenta a agricultura familiar na região.

“O queijo vai além do alimento”, resume o representante Eriston Bellusci. Segundo ele, a produção contribui diretamente para a permanência das famílias no meio rural e para a valorização do território.

No centro dessa operação está a médica veterinária Jaqueline Calore, de 33 anos, responsável técnica pela produção há cinco anos. Sua atuação vai do controle de qualidade do leite até a supervisão dos processos industriais e o cumprimento das normas sanitárias. Além disso, lidera uma equipe de oito colaboradores.

“A função do médico veterinário é garantir que os produtos sejam seguros e estejam dentro das exigências sanitárias”, explica. No setor de laticínios, esse papel se conecta diretamente com a saúde pública, assegurando a qualidade desde a recepção da matéria-prima até o produto final.

A presença feminina na liderança também chama atenção e reforça uma mudança gradual no perfil do setor, tradicionalmente masculino.

Além da produção convencional, a queijaria investe em diferenciação com ingredientes locais. Entre os produtos estão peças maturadas com licor de jatobá, queijos recheados com creme da fruta nativa combinada com amendoim ou avelã, além de versões finalizadas com mel e café da região. Entre os mais vendidos, destacam-se muçarela artesanal, nozinho, requeijão de corte e leite.

Outra representante local é a Queijos Monte Alegre, fundada em 2017 por Francieli Simionato Silveira, também médica veterinária, ao lado do marido, técnico em agropecuária. A iniciativa nasceu do desejo de inovar, gerar renda e permanecer no campo com a família.

A combinação entre qualificação técnica, identidade regional e integração com outras cadeias produtivas amplia o alcance da produção. O queijo, considerado “democrático”, atravessa diferentes públicos e se consolida como elo entre tradição e inovação.

Em meio a sabores, histórias e estratégias, cada peça produzida carrega mais do que leite: traz cooperação, território e novas possibilidades para o interior paulista.

Produção de queijo une inovação, agricultura familiar e novos sabores regionais
Produção de queijo une inovação, agricultura familiar e novos sabores regionais.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de G1

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