ESPMEXENGBRAIND
11 abr 2026
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🍮 Doce de leite com cumaru impulsiona marca artesanal que já usa 400 litros de leite por mês e cresce com identidade própria.
cumaru
🥄 Receita afetiva e estratégia transformam doce de leite com cumaru em carro-chefe de produção artesanal.

🍮 Doce de leite com cumaru pode parecer apenas uma variação criativa de um clássico brasileiro — mas, em Curitiba, virou o coração de um negócio que mistura memória, técnica e visão de mercado.

Foi na cozinha de casa que a chef Letícia Nogueira começou a transformar receitas de família em produtos artesanais. Criada em uma chácara na região de Curitiba, ela cresceu acompanhando a mãe no preparo de alimentos feitos do zero. Mais do que receitas, herdou um modo de cozinhar marcado pelo cuidado — influência direta da avó Nita, inspiração para o nome da marca.

A trajetória profissional na gastronomia já estava em curso quando a pandemia interrompeu planos. Contratada por um restaurante no mesmo dia em que o lockdown foi decretado, Letícia viu a oportunidade desaparecer. Pouco depois, trabalhando em um delivery, encontrou o tempo e o espaço para dar forma a uma ideia que já vinha amadurecendo.

Assim nasceu a Nita Cozinha de Família, inicialmente com um portfólio variado: geleias, arroz doce, receitas sazonais e, desde o começo, o doce de leite. As vendas começaram pelas redes sociais, apoiadas em uma narrativa clara: produtos artesanais, naturais e sem aditivos, conectados à rotina das pessoas.

Com o tempo, um dado se destacou: o doce de leite concentrava a preferência dos clientes. Hoje, responde por cerca de 80% da produção, que já consome aproximadamente 400 litros de leite por mês.

O diferencial veio com o cumaru, semente amazônica conhecida pelo aroma intenso e notas levemente amadeiradas. Incorporado à receita, o ingrediente trouxe identidade ao produto, criando uma experiência sensorial distinta sem romper com a base tradicional. O resultado é um equilíbrio entre familiaridade e novidade — um fator decisivo para se destacar em um mercado competitivo.

À medida que a produção cresceu, Letícia buscou apoio no ecossistema local de inovação. A aproximação com iniciativas como o Vale do Pinhão e a Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação contribuiu para estruturar o negócio, oferecendo capacitação e conexões.

Mesmo operando inicialmente de casa, a empreendedora adotou uma postura profissional desde o início. Investiu em identidade visual, rotulagem completa e apresentação cuidadosa. A estratégia ajudou a posicionar a marca como algo maior do que sua estrutura inicial sugeria — percepção que, segundo ela, chegou a surpreender clientes.

O caso ilustra um movimento cada vez mais visível: pequenos produtores que agregam valor ao leite por meio de diferenciação, storytelling e posicionamento claro. Em vez de competir apenas por preço, criam produtos com identidade, capazes de capturar nichos específicos e fidelizar consumidores.

Sem grandes rupturas tecnológicas, mas com decisões consistentes, o doce de leite com cumaru encontrou seu espaço — e mostra como tradição e inovação podem caminhar juntas quando há propósito e execução.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Prefeitura de Curitiba

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