A Nestlé lidera a reputação empresarial na Iberoamérica, segundo o ranking Merco Empresas Iberoamérica 2025, consolidando sua posição em um cenário marcado por continuidade entre os líderes e aumento da competição reputacional.
O estudo posiciona Nestlé, Coca-Cola e AB InBev entre as três primeiras colocadas, repetindo o padrão observado em edições anteriores. A principal mudança no topo é a entrada da Toyota na quarta posição, seguida pela Microsoft, compondo o grupo das cinco empresas mais bem avaliadas da região.
O ranking é baseado na percepção sobre imagem corporativa e relacionamento com o entorno, fatores que, segundo o levantamento, explicam o reconhecimento dessas companhias por mercados e sociedade. Esses elementos, classificados como ativos intangíveis, aparecem como determinantes para atrair talento, investimento e retorno comercial.
A estabilidade nas primeiras posições indica que a construção de reputação se sustenta no tempo e não depende apenas de movimentos pontuais. Ao mesmo tempo, a entrada de novos players no topo, como a Toyota, evidencia que há espaço para avanço competitivo mesmo entre empresas já consolidadas globalmente.
O estudo foi elaborado a partir de 401.196 avaliações, envolvendo diferentes públicos, como executivos, especialistas do setor econômico, jornalistas e representantes sindicais. Essa amplitude metodológica reforça o peso da reputação como variável transversal, que ultrapassa indicadores financeiros e alcança múltiplos stakeholders.
Além das líderes gerais, o ranking também identifica empresas com maior reputação em seus respectivos setores, como Mapfre, Santander, Amazon, Ikea e Latam Airlines Group. Esse recorte setorial indica que a dinâmica reputacional não se limita ao topo consolidado, mas se distribui de forma competitiva dentro de cada segmento.
Para a cadeia empresarial, o resultado aponta que a reputação corporativa se mantém como um ativo estratégico, com impacto direto na capacidade de diferenciação. A recorrência de empresas globais no topo sugere que consistência operacional e gestão de relacionamento continuam sendo fatores-chave. Ao mesmo tempo, os movimentos dentro do ranking indicam que a disputa por percepção positiva está mais intensa, exigindo atenção contínua das empresas que buscam manter ou ampliar sua posição.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Investing






