Canetas emagrecedoras e nutrição estão mudando a forma como muita gente se relaciona com a comida — e levantando uma pergunta simples: o que acontece quando a fome quase desaparece?
Com a popularização de medicamentos como semaglutida e tirzepatida, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, o apetite reduzido virou aliado de quem busca perder peso. Mas esse mesmo efeito pode abrir espaço para um problema menos visível: a ingestão insuficiente de nutrientes essenciais.
Segundo o nutricionista Pedro Perim, membro do American College of Sports Medicine, comer menos não garante uma alimentação melhor. Na prática, a redução do consumo pode levar a déficits de vitaminas e minerais como A, C, D, E, cálcio, ferro e potássio. O impacto vai além da balança: imunidade, saúde óssea e metabolismo podem ser comprometidos, além do risco de perda de massa muscular.
Nesse cenário, alguns alimentos básicos ganham protagonismo por entregarem densidade nutricional em pequenas porções. Entre eles, o leite aparece como um aliado acessível e eficiente. “O leite de vaca oferece uma combinação rica de nutrientes, especialmente útil quando a ingestão alimentar está reduzida”, explica o especialista.
A bebida reúne proteínas de alto valor biológico, como caseína e componentes do whey protein, que ajudam na saciedade e na preservação da massa muscular — um ponto crítico em processos de emagrecimento. Além disso, fornece cálcio, importante para ossos e dentes, e vitaminas como A, D e do complexo B, que participam de funções metabólicas essenciais.
Outros alimentos simples, como ovos e sardinha, também podem ajudar a recompor nutrientes no dia a dia. A lógica é direta: se a quantidade de comida diminui, a qualidade precisa aumentar.
Mesmo assim, não há solução única. A recomendação é que qualquer dieta, especialmente associada ao uso dessas medicações, seja acompanhada por um nutricionista. Em termos gerais, indica-se o consumo de três porções diárias de leite ou derivados dentro de um plano equilibrado. Para quem busca reduzir calorias, versões com menor teor de gordura podem ser consideradas.
No fim, a tendência é clara: emagrecer com apoio farmacológico exige mais do que disciplina — pede estratégia nutricional. E, nesse contexto, escolhas simples podem fazer diferença concreta no resultado e na saúde a longo prazo.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de CNN Brasil






