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12 maio 2026
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🌍 Enquanto China e Brasil perdem ritmo, a União Europeia amplia espaço nas exportações do Uruguai após novo acordo comercial.
Uruguai
🚢 Novo acordo com a UE começa a redesenhar fluxos comerciais em meio à desaceleração das exportações para Brasil e China.

As exportações do Uruguai começam a mostrar uma mudança relevante na composição de seus mercados justamente no momento em que entra em vigor o acordo entre Mercosul e União Europeia.

Enquanto as vendas para China e Brasil perderam ritmo no primeiro quadrimestre, a UE ampliou sua participação como destino dos produtos uruguaios.

Entre janeiro e abril, as exportações uruguaias somaram US$ 4,122 bilhões, alta de 4% sobre o mesmo período de 2025. China, Brasil e União Europeia apareceram como os principais destinos, mas com comportamentos distintos. As vendas para China caíram 9%, enquanto o Brasil registrou retração de 6%, puxada principalmente pela queda nas exportações de lácteos e malte.

Ao mesmo tempo, as exportações para a União Europeia cresceram 6% na comparação anual. O avanço ocorreu mesmo com queda na receita da carne bovina exportada ao bloco. A manutenção das vendas de celulose e o aumento expressivo das exportações de colza sustentaram o crescimento europeu.

O movimento ganha relevância porque coincide com a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e UE, implementado a partir de maio após décadas de negociações. Empresas uruguaias já iniciaram operações para exportar sem tarifas para o bloco europeu, especialmente nos setores pesqueiro, arrozeiro e de mel.

Apesar do novo cenário comercial, o texto aponta que a implementação prática ainda enfrenta obstáculos. O Mercosul não definiu internamente a distribuição de cotas para produtos sujeitos a limites de exportação dentro do acordo, incluindo carne bovina, arroz e lácteos. O impasse adiciona incerteza justamente em setores que buscam aproveitar imediatamente as novas condições de acesso ao mercado europeu.

O caso do arroz ilustra esse momento de transição. Empresas do setor solicitaram volumes relevantes para exportação sem tarifas, enquanto aguardam definições sobre a utilização das cotas estabelecidas no acordo.

Ao mesmo tempo em que o novo eixo comercial começa a ganhar força, o relatório também acende um alerta sobre competitividade. O texto destaca que os preços internacionais permanecem favoráveis em setores como carne bovina, mas os custos internos em dólares aumentaram fortemente, comprimindo margens industriais.

Os novos indicadores divulgados pelo INE reforçam essa preocupação. Enquanto os preços dos bens transacionáveis subiram apenas 1,3% no último ano, os bens e serviços não transacionáveis avançaram 5,9%, refletindo principalmente o aumento dos custos salariais e de serviços internos.

Para os setores exportadores, o cenário combina oportunidade e pressão ao mesmo tempo. O acordo com a União Europeia abre espaço para novos negócios, mas a capacidade de capturar esse mercado dependerá da competitividade efetiva das cadeias produtivas do Mercosul.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de El País

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