O PAA Leite abriu uma nova oportunidade para indústrias de laticínios no Rio Grande do Norte ao lançar um credenciamento público que prevê o processamento de quase 3 milhões de litros de leite bovino integral.
Mais do que uma ação de segurança alimentar, a iniciativa cria uma operação estruturada que envolve produtores da agricultura familiar, indústrias de beneficiamento e uma ampla rede de distribuição em todo o estado.
O edital foi anunciado pela Emater-RN e prevê investimento estimado em R$ 13.233.309,25, com recursos do Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome. O objetivo é garantir o abastecimento de famílias em situação de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que movimenta a atividade leiteira local.
A estimativa é de processamento de 2.940.735 litros de leite bovino integral durante a execução do programa. Todo esse volume será destinado ao atendimento de 10.905 famílias em situação de insegurança alimentar, com alcance planejado para os 167 municípios do Rio Grande do Norte.
Para os laticínios interessados, o programa exige participação em toda a cadeia operacional. As empresas credenciadas serão responsáveis pela captação do leite in natura diretamente nas propriedades da agricultura familiar, além das etapas de filtragem, pasteurização, envase e distribuição refrigerada até os pontos de recebimento.
O desenho operacional coloca a logística como um dos elementos centrais da iniciativa. Além da capacidade de processamento, as empresas deverão demonstrar condições de executar uma rede de coleta e distribuição capaz de atender a cobertura estadual prevista pelo programa.
Outro aspecto relevante é a definição do valor de R$ 4,50 por litro de leite pasteurizado. Segundo o edital, o preço foi estabelecido considerando a realidade dos custos e o aumento dos insumos do mercado agroindustrial local. A proposta é garantir um equilíbrio econômico que preserve a participação tanto dos produtores quanto das unidades de beneficiamento, reduzindo o risco de saída de fornecedores ao longo da execução.
O modelo de contratação também amplia as possibilidades de entrada no programa. Como o credenciamento é não excludente, novas empresas poderão aderir mesmo após a abertura inicial do processo. As inscrições começaram em 15 de junho de 2026 e permanecerão abertas até 30 de novembro de 2027.
Os contratos terão duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação pela administração pública. Para participar, as empresas precisam comprovar regularidade fiscal e técnica e possuir registro nos sistemas oficiais de inspeção sanitária, seja SIF, SIE ou SIM.
Para a cadeia láctea potiguar, o programa representa a formação de uma demanda organizada que combina inclusão produtiva, processamento industrial e distribuição de alimentos em escala estadual, criando uma nova frente de atuação para os laticínios aptos a operar dentro das exigências estabelecidas pelo edital.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Blog de Assis






