A entrada da RAR Agro & Indústria entre as 15 maiores produtoras de leite do Brasil reforça um aspecto cada vez mais relevante para a competitividade do setor: o controle da cadeia produtiva.
Mais do que o volume produzido, o destaque está no modelo de negócio que conecta produção primária e industrialização dentro da própria empresa.
A companhia consolidou sua liderança na produção de leite no Rio Grande do Sul, segundo ranking divulgado pelo MilkPoint. O resultado reflete a expansão de uma operação integrada que mantém sob o mesmo comando a geração da matéria-prima e sua transformação em produtos de maior valor agregado.
No centro dessa estratégia está a Fazenda NTR, localizada em Vacaria (RS), responsável por uma produção média de cerca de 50 mil litros de leite por dia. Diferentemente de modelos em que o leite é destinado ao mercado como matéria-prima, toda a produção segue para industrialização própria.
Esse direcionamento permite que o leite produzido internamente seja convertido em produtos da marca, com destaque para queijos premium como o Gran Formaggio e o Parmesão da linha RAR Gastronomia. O modelo fortalece a agregação de valor dentro da própria operação e reduz a distância entre a produção e o produto final.
A base produtiva da fazenda combina tecnologia, melhoramento genético e padrões rigorosos de manejo. Esses elementos aparecem como pilares da estratégia operacional da empresa e sustentam a consistência da produção.
Outro componente relevante é o investimento em certificações. A propriedade foi pioneira no Sul do Brasil ao obter certificação de Bem-Estar Animal concedida por entidades independentes, seguindo critérios relacionados à sanidade, conforto e manejo responsável dos animais.
A estrutura atual é resultado de uma estratégia iniciada ainda na década de 1990. Naquele período, a empresa realizou a importação de 140 vacas da raça holandesa transportadas por aeronave, movimento considerado inovador para a época e que marcou o início de um modelo verticalizado.
Hoje, a presença da RAR entre as maiores produtoras de leite do país mostra que o crescimento da atividade pode estar associado não apenas à escala de produção, mas também à capacidade de integrar etapas da cadeia e capturar valor dentro da própria operação. Em um setor cada vez mais pressionado por eficiência e diferenciação, o caso reforça como a industrialização própria pode se transformar em um dos principais ativos estratégicos do negócio.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Feed & Food






