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25 jun 2026
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📊 Estudo com 80 propriedades mostra que melhor gestão produtiva também está associada a menores emissões de carbono.
carbono
📈 Mais produtividade, melhor desempenho zootécnico e menos carbono aparecem no mesmo grupo de propriedades.

A produção de leite em Minas Gerais está oferecendo um sinal relevante para toda a cadeia: as propriedades que apresentam menor emissão de carbono também são aquelas que alcançam melhores indicadores produtivos e econômicos.

Mais do que um debate ambiental, o resultado coloca a eficiência da gestão no centro da competitividade leiteira.

Um relatório elaborado pelo programa Educampo, do Sebrae Minas, analisou 80 propriedades rurais e identificou uma emissão média de 1,15 kg de dióxido de carbono equivalente por quilo de leite produzido. Ao mesmo tempo, o levantamento mostrou que os sistemas mais eficientes foram justamente aqueles que registraram os melhores desempenhos econômicos e zootécnicos.

O dado chama atenção porque sugere uma relação direta entre produtividade e sustentabilidade. Em vez de aparecerem como objetivos conflitantes, os dois indicadores avançam juntos dentro das propriedades avaliadas.

Os resultados apontam alguns fatores em comum entre as fazendas mais eficientes. Vacas com maior produtividade, melhor manejo alimentar e uma proporção mais elevada de animais em lactação aparecem entre os elementos associados ao melhor desempenho. Na prática, o estudo indica que o ganho de eficiência produtiva contribui não apenas para elevar a produção, mas também para reduzir a emissão de gases de efeito estufa por unidade de leite produzida.

Para os agentes da cadeia láctea, a mensagem é clara: a gestão dos sistemas produtivos passa a ter peso cada vez maior na construção de resultados econômicos e operacionais. O desempenho ambiental observado nas propriedades analisadas surge como consequência de indicadores produtivos mais eficientes.

O levantamento reúne informações de 18.800 animais e contempla fazendas responsáveis pela produção anual de mais de 95 milhões de quilos de leite. A escala da amostra confere relevância às conclusões apresentadas pelo programa.

Outro ponto destacado pelo relatório é que a média de emissão encontrada nas propriedades avaliadas ficou abaixo das médias internacionais mencionadas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que variam entre 2,4 e 2,5 kg de dióxido de carbono equivalente por quilo de leite produzido.

Mais do que medir emissões, o estudo reforça um conceito que ganha importância dentro da atividade leiteira: a eficiência produtiva pode ser observada por diferentes indicadores, mas todos parecem apontar para a mesma direção. Quando o sistema produz melhor, os resultados econômicos avançam e os índices ambientais também respondem de forma positiva.

Para uma cadeia pressionada permanentemente por custos, produtividade e competitividade, esse talvez seja o principal sinal deixado pelo levantamento mineiro: eficiência continua sendo o indicador capaz de conectar desempenho econômico, gestão do rebanho e sustentabilidade dentro da mesma estratégia de produção.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por O Tempo

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