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29 jun 2026
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⚠️ Inverno úmido no Sul pressiona sanidade e exige ajustes no conforto e alojamento das vacas leiteiras nas propriedades
umidade
🐄 Frio não é o problema: a combinação com umidade aumenta mastite e lesões de casco no rebanho leiteiro do Sul do Brasil

A alta umidade no gado leiteiro no Sul se consolida como um dos principais fatores de atenção no manejo de inverno nas propriedades da região, especialmente quando combinada com frio e vento.

Segundo especialistas do setor, o impacto não está nas temperaturas mais baixas em si, mas na interação entre clima e condições de alojamento dos animais.

A superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul, Maíza Scheleski, destaca que a raça Holandesa responde bem ao frio, mas perde desempenho quando exposta à umidade e ao barro por períodos prolongados. Nesse cenário, a alta umidade no gado leiteiro passa a ser um fator determinante de risco sanitário e de bem-estar.

O efeito mais direto aparece no aumento de problemas de casco e na incidência de mastite. A combinação de solo encharcado, acúmulo de barro e falta de áreas secas cria condições favoráveis para a proliferação de doenças, afetando tanto a saúde quanto a produtividade do rebanho.

Maíza reforça que a gestão do ambiente é central neste período. A oferta de áreas secas e protegidas, especialmente após chuvas, é uma das medidas mais relevantes para reduzir os impactos da alta umidade no gado leiteiro no Sul. Sem essa estrutura, o risco sanitário se intensifica rapidamente dentro da rotina da fazenda.

Outro ponto crítico envolve as categorias jovens. Nessa fase, a umidade combinada com baixa temperatura e vento aumenta a ocorrência de problemas respiratórios, exigindo instalações limpas, secas e com boa cama. O conforto térmico e a proteção contra vento são fatores decisivos para reduzir perdas nessa etapa de desenvolvimento.

A especialista também destaca que o manejo não pode ser isolado de nutrição e sanidade. O desempenho do rebanho no inverno depende de um conjunto integrado de decisões, que inclui alimentação adequada, monitoramento constante e organização das instalações.

Na leitura prática do cenário, a alta umidade no gado leiteiro não é um fator climático passivo, mas uma variável operacional. A forma como a propriedade responde a ela define a intensidade dos impactos sobre saúde animal e eficiência produtiva ao longo do inverno.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Globo Rural

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