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4 jul 2026
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⚠️ A intolerância à lactose nem sempre significa que o leite deve ser eliminado da alimentação. Especialista explica os riscos do autodiagnóstico.
🥛 Confundir intolerância à lactose com alergia ao leite pode comprometer o diagnóstico e favorecer deficiências nutricionais.
🥛 Confundir intolerância à lactose com alergia ao leite pode comprometer o diagnóstico e favorecer deficiências nutricionais.

A intolerância à lactose costuma ser confundida com a alergia ao leite, mas a semelhança termina quando se observa a origem do problema.

Embora ambas estejam relacionadas ao consumo de leite e derivados, elas afetam o organismo de formas completamente diferentes e exigem cuidados específicos.

Segundo o nutricionista Rodrigo Baracho, a diferença começa no componente responsável pela reação. Na intolerância à lactose, o organismo apresenta deficiência da enzima lactase, necessária para digerir a lactose, o açúcar presente no leite. Já a alergia ao leite ocorre quando o sistema imunológico reage às proteínas do leite, como a caseína e as proteínas do soro.

Essa distinção também explica por que as duas condições não devem ser tratadas da mesma forma. Enquanto a intolerância está ligada ao sistema digestivo, a alergia representa uma resposta do sistema imunológico e pode exigir cuidados mais rigorosos.

Os sintomas da intolerância à lactose normalmente surgem entre 30 minutos e duas horas após o consumo de leite ou derivados. Distensão abdominal, excesso de gases, cólicas, sensação de estufamento, diarreia e, em alguns casos, náuseas estão entre as manifestações mais frequentes.

Nem todas as pessoas, porém, reagem da mesma maneira. Algumas conseguem consumir pequenas quantidades de lactose sem apresentar desconforto significativo, enquanto outras desenvolvem sintomas mais intensos.

Para o especialista, um dos maiores problemas é o autodiagnóstico. Muitas pessoas passam a retirar leite e derivados da alimentação sem confirmação médica ou nutricional, acreditando que qualquer desconforto esteja relacionado à lactose.

Essa decisão pode trazer consequências importantes. Além de dificultar a identificação da verdadeira causa dos sintomas, a exclusão do leite sem orientação profissional pode favorecer deficiências nutricionais, especialmente de cálcio, proteínas e vitamina D.

Outro fator que reforça a necessidade de avaliação especializada é que diferentes condições podem provocar sintomas semelhantes. Entre elas estão a síndrome do intestino irritável, a doença celíaca e outras intolerâncias alimentares.

Por isso, Rodrigo Baracho recomenda que qualquer alteração alimentar seja feita somente após investigação adequada. Segundo ele, o acompanhamento profissional permite identificar corretamente a origem dos sintomas, definir o tratamento mais indicado e evitar restrições desnecessárias, mantendo uma alimentação equilibrada e segura.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por DOL

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