ESPMEXENGBRAIND
14 ago 2026
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14 ago 2026
💰 Machos e fêmeas geram renda ao mesmo tempo nesse rebanho mineiro. Os números explicam a corrida por essa raça.
vaca raca
🐄 Um investimento milionário em Minas Gerais expõe por que essa genética virou aposta de produtores de leite pelo país.

Uma vaca que produz leite de qualidade e, ao mesmo tempo, cria um macho valorizado pelo frigorífico.

Essa é a lógica por trás de um novo investimento de R$ 5,5 milhões que a Saexi está colocando em um projeto de produção leiteira em Minas Gerais, apostando na genética Simbrasil como motor de rentabilidade.

O projeto nasce de um piloto que a própria empresa já vinha conduzindo, testando a raça tanto em rebanhos puros quanto em cruzamentos com raças zebuínas especializadas e matrizes F1.

Os resultados validaram a decisão: na primeira fase de operação, a meta é chegar a 12 mil litros de leite por dia, com animais selecionados justamente pela combinação de produtividade e capacidade de adaptação ao clima tropical.

Os números individuais ajudam a entender o entusiasmo. Segundo a Saexi, há matrizes no rebanho capazes de superar 40 quilos de leite por dia, enquanto as vacas de primeira cria já ultrapassam os 25 quilos diários — patamares considerados altos para sistemas tropicais.

Esse desempenho leiteiro vem acompanhado de um traço herdado da Simental, base genética da raça: alta produção de sólidos no leite, o que abre espaço para melhor remuneração por parte da indústria.

Mas a conta da rentabilidade não se fecha só no leite. Os machos da raça apresentam elevado ganho de peso e bom rendimento de carcaça, o que permite ao produtor obter renda adicional com a comercialização desses animais.

É essa dupla aptidão — leite de um lado, carne do outro — que a Saexi aponta como diferencial estratégico do investimento, ao reduzir custos e ampliar o aproveitamento econômico do rebanho como um todo.

A escolha pelo compost barn, sistema intensivo de criação, reforça essa aposta em eficiência: o modelo exige animais rústicos, resistentes e sadios para funcionar bem, e são justamente essas as características que a empresa destaca na Simbrasil, ao lado da boa adaptação a esquemas de produção intensiva.

O investimento também tem raízes mais profundas. A Saexi mantém um programa de melhoramento genético desde 1998 e hoje conta com cerca de 5 mil matrizes, das quais aproximadamente 500 são da raça Simbrasil.

A estrutura do novo projeto ganhou força com a aquisição de um dos principais plantéis da raça voltados à produção leiteira, fruto de mais de três décadas de seleção — um trabalho que a empresa vem intensificando com o uso de controle leiteiro oficial.

O potencial da raça também aparece nos cruzamentos industriais. Touros Simbrasil têm rusticidade semelhante à dos reprodutores zebuínos, o que possibilita a cobertura a campo com boa eficiência reprodutiva. Nos cruzamentos com matrizes zebuínas e animais F1, o resultado é heterose — o chamado vigor híbrido —, além de ganhos em produtividade, desempenho reprodutivo, adaptação ao ambiente tropical e qualidade de carcaça.

Para a Saexi, o movimento reflete uma tendência mais ampla da pecuária brasileira: a busca por genética que eleve a produtividade e, ao mesmo tempo, reduza custos e amplie a rentabilidade por animal — seja pelo litro de leite produzido, seja pelo quilo de carne agregado ao final do processo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal do Agronegócio

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