ESPMEXENGBRAIND
19 ago 2026
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A nova rodada do GDT trouxe altas em vários produtos, mas foi a relação entre duas categorias que surpreendeu 📈
A sessão reuniu mais de 41 mil toneladas e deixou um sinal particularmente chamativo entre os principais lácteos.
A sessão reuniu mais de 41 mil toneladas e deixou um sinal particularmente chamativo entre os principais lácteos.

A segunda licitação de agosto do Global Dairy Trade (GDT) colocou o leite em pó integral e desnatado diante de uma das menores brechas registradas em vários anos, em uma rodada marcada também pelo aumento do volume ofertado e pela valorização das principais categorias de leite em pó.

A licitação 410 negociou 41.054 toneladas, 550 toneladas a mais que na rodada anterior. O volume foi superior a 41 mil toneladas, patamar que, segundo a fonte, não era observado desde outubro do ano passado.

O resultado médio ponderado de todos os lácteos negociados na plataforma, onde predominam produtos da Fonterra, ficou em US$ 3.873 por tonelada, alta de 2,3%, equivalente a US$ 95 sobre a venda anterior.

Mas é entre os dois tipos de leite em pó que aparece o movimento mais expressivo da rodada.

O desnatado acelera

O leite em pó integral (LPE) encerrou a licitação a US$ 3.591 por tonelada, com alta de 3% em relação à venda anterior. Nos contratos futuros, todas as posições entre setembro e dezembro também terminaram em alta, com avanços entre 1,9% e 3,2%.

Os contratos de outubro e novembro, que concentraram o maior volume comercializado, ficaram em US$ 3.586 e US$ 3.576 por tonelada, respectivamente. As altas foram de 3,3% e 2,7%.

O movimento foi ainda mais intenso no leite em pó desnatado (LPD).

O produto fechou a US$ 3.502 por tonelada, avanço de US$ 241 em relação à licitação anterior, equivalente a 7,6%. Nos contratos de setembro a dezembro, as altas ficaram entre 8,6% e 7%, enquanto outubro, posição de maior volume, subiu 7,6%.

É justamente essa diferença de ritmo que mudou a relação entre os dois produtos.

A fonte aponta que a brecha entre o leite em pó integral e o desnatado está hoje em um mínimo em vários anos. O dado ganha ainda mais peso quando observado em conjunto com a trajetória recente apresentada no gráfico, que mostra a aproximação entre as duas curvas ao longo de 2026.

Não se trata, portanto, apenas de uma rodada em que os dois produtos subiram. O ponto central está na velocidade diferente dessa valorização: enquanto o integral avançou 3%, o desnatado teve alta de 7,6%.

Agosto ganha peso no GDT

A rodada também reforçou o peso do mês em termos de volume.

Nas duas licitações realizadas em agosto, a plataforma comercializou 81.558 toneladas. Esse volume representa 53% a mais do que o proposto em julho e 11% acima do registrado em agosto de 2025.

A maior oferta, portanto, veio acompanhada de valorização no resultado geral da rodada. Ainda assim, o comportamento dos diferentes produtos não foi uniforme.

A manteiga seguiu em direção oposta à observada nas leites em pó. A cotação média ficou em US$ 5.090 por tonelada, queda de 2%, ou US$ 135, entre as duas subastas. Todos os contratos de setembro a dezembro também recuaram, entre 1,3% e 2,3%.

Nos queijos, o cheddar terminou a US$ 3.744 por tonelada, alta de 0,6%. O resultado foi influenciado pelo avanço de 4,9% no contrato de outubro, que concentrou a maior oferta. Nos demais contratos, de setembro a janeiro de 2027, houve quedas entre 2,3% e 1,8%.

Já a mozzarella apresentou uma das maiores altas da sessão. O preço médio chegou a US$ 4.234 por tonelada, aumento de 6,1%. Os contratos de outubro a dezembro terminaram todos em alta, entre 6,5% e 5,2%.

O resultado da licitação 410, assim, desenha um mercado com movimentos diferentes dentro da mesma rodada: leite em pó integral e desnatado em alta, com avanço particularmente forte do segundo; mozzarella também valorizada; cheddar praticamente estável; e manteiga em queda.

Para a cadeia láctea, porém, o dado que permanece no centro da fotografia desta edição do GDT é outro: a distância entre leite em pó integral e desnatado chegou a um nível mínimo em vários anos, justamente em uma rodada em que o volume negociado voltou a superar 41 mil toneladas.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Tardáguila

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