Desde o início de agosto, o leite entregue pelos produtores ligados à CCGL passa por uma nova conta na hora de definir seu valor.
O programa Mais Sólidos, Mais Valor foi atualizado e agora reserva 40% do valor total do leite para os sólidos — gordura e proteína —, um salto em relação aos 30% que vigoravam até então.
Na prática, isso significa que o mesmo volume de leite pode valer mais ou menos dependendo diretamente dos índices de gordura e proteína encontrados na análise, já que esses dois componentes passam a ter um peso maior na composição final do pagamento. O volume entregue continua sendo parte da equação, mas a qualidade da matéria-prima ganhou um espaço bem maior do que tinha antes.
Essa composição do leite não é fixa: ela varia de propriedade para propriedade, e até de época para época, de acordo com fatores que fazem parte da rotina de qualquer tambo. A nutrição do rebanho, a qualidade dos alimentos oferecidos aos animais, o manejo do dia a dia, a sanidade do plantel e as condições gerais de produção influenciam diretamente nos índices de gordura e proteína que acabam batendo na análise — e, agora, no valor do pagamento.
Com o novo peso dos sólidos, produtores que já trabalham com bons índices de qualidade tendem a perceber uma valorização maior do seu leite dentro do sistema. Ao mesmo tempo, a mudança reforça a importância de acompanhar de perto os indicadores produtivos, já que pequenos ajustes na alimentação ou no manejo do rebanho podem se refletir agora com mais força no valor recebido.
Para quem quer se ajustar a esse novo cenário, a Coopermil colocou à disposição dos produtores uma equipe técnica da Área Leite, dedicada a acompanhar as propriedades e apontar oportunidades de melhoria. Segundo Marcos André de Lima, supervisor da área, o trabalho da equipe passa por ajudar o produtor a repensar pontos como plantel, manejo e processos de produção, sempre com o objetivo de elevar os índices de qualidade do leite entregue.
“A Coopermil busca colocar à disposição dos seus produtores de leite uma equipe técnica capacitada, oferecendo o suporte necessário para a realização de ajustes no plantel, no manejo e na produção”, afirma Marcos, destacando que a meta é que os produtores “melhorem seus indicadores e possam se beneficiar cada vez mais do sistema de pagamento do leite por sólidos”.
Produtores que queiram entender melhor como o novo percentual afeta seu pagamento, ou que busquem avaliar os próprios índices de gordura e proteína, podem procurar diretamente a equipe técnica da Área Leite da Coopermil.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal Noroeste






