A edição 2026 do Dairy Top 100, levantamento anual que mede a receita das maiores empresas de laticínios dos Estados Unidos, confirma a Dairy Farmers of America (DFA) na liderança pelo quarto ano consecutivo.
A cooperativa, sediada em Kansas City, faturou US$ 23,1 bilhões em 2025, um avanço de US$ 100 milhões em relação a 2024.
Mas o dado que mais chama atenção neste ano não está no topo da tabela, e sim na movimentação abaixo dele. A Lactalis USA saltou da sétima para a terceira posição em apenas doze meses, impulsionada pela compra da operação de iogurtes da General Mills nos Estados Unidos — um negócio de US$ 1,2 bilhão em receita, quase mil funcionários e duas plantas industriais.
A empresa reuniu marcas como Yoplait, GoGurt, Oui e :ratio sob uma nova divisão batizada de Midwest Yogurt, somando-as a Siggi’s e Stonyfield. Segundo a própria Lactalis, o movimento a tornou a terceira maior player do mercado de laticínios frescos dos EUA, um dos segmentos mais disputados do setor.
Outra novidade do ranking é a estreia da The Magnum Ice Cream Co., companhia recém-desmembrada da Unilever e dona de marcas como Ben & Jerry’s, Breyers, Talenti e Klondike. Com US$ 9,1 bilhões em receita mundial informada em 2025, a empresa entrou direto na quinta posição.
Seu CEO, Peter tel Kulve, atribuiu o resultado à formação de uma força de vendas dedicada ao segmento de sorvetes e a um programa de produtividade que permitiu à companhia reconquistar espaço nos canais de clube e de valor, além de avançar em parcerias omnichannel com redes como Walmart e Target. Segundo ele, Ben & Jerry’s e Yasso registraram crescimento de dois dígitos no comércio eletrônico ano a ano.
A lista dos dez maiores do país ainda reserva um nome de peso para a América Latina: o Grupo LALA aparece entre as dez maiores empresas de laticínios dos Estados Unidos, ao lado de nomes como Saputo, Nestlé North America, Danone North America, Schreiber Foods e Agropur.
Entre as empresas que mais subiram posições está a Chobani LLC, que voltou a avançar três degraus — repetindo o movimento do ano anterior — e agora ocupa a 19ª colocação, com receita de US$ 3,8 bilhões em 2025, segundo dados da Forbes. A Wells Enterprises, divisão do Grupo Ferrero, também ganhou terreno: saiu da 33ª para a 29ª posição, com receita estimada em US$ 1,8 bilhão.
Na segunda metade da tabela, a Shamrock Foods saiu da 75ª para a 58ª posição, com receita estimada em US$ 525 milhões, mesma faixa em que aparece a Fage U.S. Dairy Industry, que avançou da 76ª colocação. Já a Lifeway Foods, fabricante de kefir e produtos probióticos fermentados sediada em Morton Grove, Illinois, voltou a subir três posições e chegou à 83ª colocação, com receita de US$ 212,5 milhões.
Nem todas as trajetórias foram de crescimento. A Continental Dairy Facilities, de Coopersville, Michigan, que ocupava a 56ª posição com receita de quase US$ 542 milhões em 2024, recuou para o 70º lugar após fechar 2025 com US$ 422,8 milhões. Sua unidade no Texas, a Continental Dairy Facilities SW, caiu cinco posições, da 71ª para a 76ª, com receita líquida de US$ 332,9 milhões.
O levantamento também registrou trocas de comando em companhias do setor: Jon Cowell assumiu a presidência da Maola Local Dairies (37ª posição), Tom Hughes passou a liderar a Crystal Creamery (54ª), Esteve Torrens foi nomeado à frente da Stonyfield Organic (65ª) e John Coletta entrou como CEO da Clover Sonoma.
Para montar o ranking, a publicação contatou todas as empresas presentes na lista do ano anterior, além daquelas que quase entraram ou tiveram forte crescimento em 2025, solicitando dados de receita atualizados. Quando não houve resposta, os números foram estimados a partir de informações públicas, relatórios anuais e fontes como Forbes e Circana, ou projetados com base em dados anteriores corrigidos pela inflação.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Foods






