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28 ago 2026
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🥛 O Conseleite/RS divulgou a projeção de agosto para o preço do leite e já aponta fatores que podem mexer com o bolso do produtor no segundo semestre.
🐄 Um novo modelo de cálculo chegou para ficar — e ele muda a forma como o preço do leite no RS é medido daqui para frente.
🐄 Um novo modelo de cálculo chegou para ficar — e ele muda a forma como o preço do leite no RS é medido daqui para frente.

O preço do leite no RS deve fechar agosto em queda, segundo a projeção divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS).

O valor de referência para o mês ficou em R$ 2,48 por litro, R$ 0,03 a menos do que em julho — uma retração de 1,01%. Os números foram apresentados em reunião on-line e têm como base os dados coletados nos primeiros 20 dias de agosto.

O recuo projetado para agosto ocorre logo depois de um julho que havia fechado em alta. O valor consolidado do mês passado ficou em R$ 2,52 por litro, R$ 0,09 acima de junho, quando a referência foi de R$ 2,43 — uma variação positiva de 3,77% entre junho e julho.

Além da atualização mensal, o Conseleite/RS incorporou uma mudança estrutural na forma de calcular a referência: a partir de agora, o conselho passa a divulgar também valores baseados nos novos parâmetros da Câmara Técnica (Camatec).

Nesse modelo revisado, julho fechou consolidado em R$ 2,45 por litro, enquanto a projeção para agosto é de R$ 2,41. Os dois conjuntos de dados — o modelo atual e o novo — vão circular em paralelo até outubro, período em que produtores e indústria terão à disposição duas referências de preço para acompanhar.

Mês Modelo atual Variação Novo modelo (Camatec)
Junho R$ 2,43
Julho (consolidado) R$ 2,52 +3,77% vs. junho R$ 2,45
Agosto (projeção) R$ 2,48 -1,01% vs. julho R$ 2,41

Para o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, o comportamento dos preços no segundo semestre costuma seguir um padrão conhecido pela cadeia: a oferta de leite tende a crescer, o que historicamente pressiona os valores para baixo.

A isso se somam outras variáveis que o conselho já monitora. “Temos o aumento da oferta doméstica, a entrada do leite em pó importado, que são aspectos que precisam ser acompanhados, assim como o potencial de impacto sobre a produção do El Niño, o que também pode afetar a produção e a oferta de leite”, afirma Prestes.

No campo, a preocupação passa por outro ponto da cadeia produtiva. O vice-coordenador do Conseleite/RS, Darlan Palharini, que também é secretário-executivo do Sindilat/RS, chama atenção para o atraso no plantio do milho no estado: a semeadura está mais de 30 dias atrasada em quase 50% das áreas cultiváveis gaúchas.

O impacto direto recai sobre a produção de silagem, insumo central na alimentação do rebanho leiteiro e, por consequência, no custo de produção do leite. Segundo Palharini, o cenário atual reforça a cautela de produtores e indústria tanto em relação aos custos já em curso quanto a novos investimentos no setor.

Com dois modelos de referência circulando simultaneamente até outubro, produtores e indústria do Rio Grande do Sul terão pela frente um período de transição na forma de acompanhar o preço do leite — justamente em um momento no qual clima, custos de insumos e oferta interna e externa aparecem como variáveis a monitorar de perto.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Correio do Povo

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