ESPMEXENGBRAIND
11 set 2026
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Depois de anos longe da roça, um produtor reconstruiu o negócio da família do zero.
leite
Ademir Tebaroski Heindrickson aposta no sistema free stall para a produção de leite em uma pequena propriedade. Ligia Tesser/JdeB

Depois de quase duas décadas vivendo no Rio de Janeiro, Ademir Tebaroski Heindrickson decidiu voltar para a terra onde cresceu e reconstruir, ao lado da família, uma atividade que hoje sustenta a rotina da propriedade: a produção de leite.

O retorno para a comunidade do Rio Guarapuava, em Francisco Beltrão, aconteceu em 2018, e desde então o produtor trabalha ao lado dos pais para consolidar o negócio.

A adaptação não foi simples. Ademir tinha pouca experiência com a atividade leiteira quando assumiu o desafio, mas contou com o acompanhamento de um médico-veterinário da Prefeitura e com o apoio de outras pessoas da região, o que ajudou a estruturar a produção.

“No começo foi bem difícil, porque não tínhamos uma experiência tão grande. Mas tivemos assessoria e outras pessoas foram nos ajudando. Hoje estamos contentes com a produção e acreditamos que seja uma atividade promissora”, relata.

O sistema de criação também passou por mudanças. As vacas eram mantidas a pasto no início, mas o tamanho reduzido da propriedade levou a família a adotar o confinamento em sistema free stall, montado em uma estrutura simples e funcional.

A escolha da raça também tem explicação: o rebanho é formado por animais Jersey, selecionados pelo temperamento dócil e pela qualidade do leite produzido — características que, segundo Ademir, também pesaram na sua decisão de retornar ao campo e apostar na atividade. Hoje a propriedade registra uma média de 24 a 25 litros de leite por vaca.

A comercialização da produção passou recentemente por uma mudança: depois de entregar o leite a um laticínio, a família decidiu buscar outra alternativa diante das condições oferecidas, e há quase dois meses o leite passou a ser vendido para a Cooperativa Alfa. “Estamos contentes com o trabalho que eles estão realizando”, afirma o produtor.

Para Ademir e a esposa, que têm dois filhos, o investimento na atividade também é pensado a longo prazo. Diante do volume de recursos que a estrutura exige, o casal espera que os filhos sigam à frente do negócio e deem continuidade ao trabalho iniciado pela família.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal de Beltrão 

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