O preço do leite spot fechou a segunda quinzena de setembro em R$ 2,790 por litro na média nacional, R$ 0,138 abaixo da quinzena anterior.
Mas essa média divide os estados acompanhados ao meio: São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina ficaram acima dela, e Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, abaixo.
No topo da escada está São Paulo, com R$ 3,045 por litro depois de um recuo de R$ 0,126. Minas Gerais vem em seguida, com R$ 2,924 (queda de R$ 0,196), e Santa Catarina completa o grupo acima da média, com R$ 2,826. Santa Catarina teve o ajuste mais leve entre os seis: R$ 0,030.
Do lado de baixo, Goiás fechou a quinzena em R$ 2,742 e o Paraná em R$ 2,740, uma diferença de dois milésimos de real entre os dois. No degrau mais baixo está o Rio Grande do Sul, com R$ 2,606 por litro, depois de perder R$ 0,116.
A distância entre o primeiro e o último da escada é de R$ 0,439 por litro, entre São Paulo e Rio Grande do Sul. Como os dois estados recuaram valores parecidos (R$ 0,126 e R$ 0,116), essa diferença encolheu apenas R$ 0,010 na quinzena. A queda foi generalizada, mas não aproximou os mercados.
Os dados divulgados não explicam o que motivou o recuo. Para a indústria e o comércio de laticínios, preços menores no spot podem significar alívio no custo de aquisição de matéria-prima. Já produtores rurais e pequenas cooperativas podem sentir a redução na receita, com reflexo no fluxo de caixa e na capacidade de investimento, principalmente quando os contratos estão atrelados ao mercado de curto prazo.
Na região noroeste paulista, onde a atividade leiteira é relevante, a variação negativa pode influenciar as negociações entre produtores locais e laticínios. Os efeitos específicos para a região não foram detalhados. Se a tendência de queda continuar, ela poderá chegar aos preços ao consumidor final no médio prazo.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Associação Comercial e Industrial de Araçatuba






