A Nestlé anunciou que pretende recuperar o controle de seus ativos na Rússia e está trabalhando com autoridades suíças para buscar uma reversão da medida que colocou suas operações no país sob administração temporária.
A informação foi divulgada pelo jornal Neue Zürcher Zeitung (NZZ), que citou a assessoria de imprensa da companhia. Segundo a empresa, a situação está sendo avaliada e diferentes caminhos de ação estão sendo considerados para proteger seus direitos.
O caso ganhou uma dimensão que ultrapassa a própria empresa. A Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos da Suíça (SECO) e o Ministério das Relações Exteriores do país confirmaram ao NZZ que mantêm contato com a Nestlé e estão oferecendo apoio por meio de canais diplomáticos.
O objetivo, segundo a publicação, é tentar reverter a decisão russa que atingiu os ativos da companhia.
Uma decisão que atingiu vários grupos
A medida foi estabelecida por um decreto datado de 17 de setembro, assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin. O texto colocou sob administração temporária ativos na Rússia de três grupos estrangeiros: a varejista francesa Auchan, a fabricante suíça de alimentos Nestlé e o grupo francês de logística FM Logistic.
Entre os ativos atingidos estão também instalações de armazenamento.
A mesma decisão alcançou a antiga divisão russa da francesa Leroy Merlin, que atualmente opera sob a marca “Lemana Pro”.
Para administrar temporariamente os ativos, foi designada a sociedade anônima russa L.E.V. Management.
A Nestlé, por sua vez, sinalizou que não pretende simplesmente aceitar a mudança de controle. A companhia afirmou que está analisando a situação e possíveis medidas, enquanto coordena seus esforços com as autoridades suíças.
Por enquanto, não foram divulgados pelo governo suíço detalhes adicionais sobre as ações diplomáticas em andamento. Segundo o NZZ, tanto a SECO quanto o Ministério das Relações Exteriores se recusaram a fornecer mais informações.
O movimento coloca os negócios russos da Nestlé no centro de uma disputa cujo próximo passo depende agora da articulação entre a empresa e as autoridades suíças.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Brasil 247






