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4 out 2026
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Eles pareciam bichinhos de cerâmica, mas a química dos resíduos contou outra história sobre o que havia dentro deles 🍼
mamadeiras
Três peças achadas em sepulturas infantis ajudaram a decifrar para que serviam esses pequenos objetos.

As mamadeiras pré-históricas não se pareciam com as de hoje. Eram pequenos vasos de cerâmica, de bico estreito e formato de animal, que há cerca de 3.000 anos levavam leite a crianças.

A conclusão vem de análises químicas dos resíduos que ficaram preservados na cerâmica.

O que os pesquisadores encontraram foi gordura de leite de ruminantes domesticados. A identificação aponta para bovinos, ovinos ou caprinos, ou seja, leite de vaca, de ovelha ou de cabra, sem indicar um único animal. O dado mostra que o leite de rebanhos domesticados já circulava como alimento, e que havia recipientes feitos para ele.

Os objetos são pequenos: entre 5 e 10 centímetros de largura, com bico muito estreito. Alguns tinham pés e formas que lembravam animais imaginários. Peças desse tipo aparecem na Europa desde o Neolítico e se tornam mais comuns nas Idades do Bronze e do Ferro.

Quem esclareceu o uso original foi o contexto em que foram encontrados. Três exemplares vieram de sepulturas infantis na Baviera, o que reforça que serviam para alimentar crianças ou ajudar no desmame. Sem esse vínculo, um vaso com pés e cara de bicho poderia ser lido de muitas outras formas.

Para a cadeia láctea, o achado tem valor simbólico. Há 3.000 anos, o leite de animais domesticados já se associava à alimentação das crianças, e o desenho do recipiente, pequeno e de bico estreito, acompanhava essa função. O que parecia curiosidade de museu ganha outra leitura quando a química encontra o leite dentro da cerâmica.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Em foco

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