ESP – MEX – ENG– BRA – IND
5 out 2026
ESP – MEX – ENG– BRA – IND
5 out 2026
Nestlé segue no topo das marcas de alimentos mais valiosas, mas o placar de crescimento conta outra história 📊
Nestlé
No ranking das marcas de alimentos mais valiosas, o primeiro lugar não foi o que mais ganhou valor. Veja quem foi 🔍

A Nestlé segue no topo do ranking das marcas de alimentos mais valiosas do mundo, posição que ocupa há mais de uma década.

Mas, no levantamento anual da Brand Finance, os maiores saltos vieram de outro grupo: as marcas lácteas chinesas. Yili e Mengniu valorizaram mais, em termos percentuais, do que a própria líder, que avançou 23% e chegou a US$ 24,58 bilhões.

A Yili aparece em terceiro lugar geral, com US$ 14,5 bilhões, contra US$ 11,22 bilhões em 2025, uma alta de cerca de 29%. O valor a coloca como a marca láctea mais valiosa do mundo, atrás apenas da Nestlé e da Lay’s, que somou US$ 15,1 bilhões. A distância para a segunda colocada é de US$ 600 milhões.

A Mengniu, também chinesa, deu o maior salto de posições da lista: subiu três degraus e chegou ao oitavo lugar, com US$ 5,97 bilhões, ante US$ 4,74 bilhões no ano anterior. Descritas pelo relatório como marcas lácteas, Yili e Mengniu ocupam duas das dez vagas do ranking. O documento, porém, não detalha o que impulsionou o avanço das duas.

O contraste com o restante do top 10 ajuda a medir o ritmo. A Lay’s, da PepsiCo, subiu cerca de 18%. A Doritos, também da PepsiCo, passou de US$ 5,39 bilhões para US$ 6,62 bilhões e manteve o sétimo lugar. A Kellogg’s, do grupo Ferrero, foi de US$ 6,03 bilhões para US$ 6,86 bilhões e seguiu em sexto. A Lindt subiu uma posição, para nono, com US$ 5,46 bilhões, e a Barilla fechou a lista em décimo, com US$ 5,38 bilhões.

Na outra ponta, a queda mais forte foi a da Tyson, que passou de US$ 9,9 bilhões para US$ 7,5 bilhões e ficou em quinto lugar. A consultoria atribui o recuo ao aumento do custo do gado e à escassez de oferta. A Danone, em quarto, teve variação mínima, de US$ 8,27 bilhões para US$ 8,24 bilhões, mas subiu uma posição em relação a 2025.

Segundo o relatório, as líderes buscam se diferenciar com inovações em saúde e com a construção de confiança do consumidor. A Nestlé lançou uma solução de reidratação pediátrica, retirou corantes artificiais do portfólio nos Estados Unidos, adicionou bebidas prontas com prebióticos e fechou parceria com a Helaina, fabricante de proteínas bioativas, para nutrição infantil. A Lay’s destacou a fórmula de rótulo limpo, a Doritos apostou em produtos ricos em proteína e a Danone ampliou o foco em marcas funcionais, como a Silk Protein.

Para Herny Farr, diretor global do setor de alimentos e bebidas da Brand Finance, o momento exige uma resposta. Depois de dois anos em que os aumentos de preço elevaram a receita sem melhorar de forma relevante a rentabilidade, as marcas precisam mostrar de onde virá o valor de longo prazo. Quem está avançando, diz ele, usa portfólios amplos e flexíveis para crescer e defender participação em várias categorias contra marcas desafiantes.

Farr acrescenta que a diversificação tende a ganhar ainda mais peso conforme os medicamentos para perda de peso da classe GLP-1 começarem a remodelar a demanda. Quem construir flexibilidade agora, afirma, estará mais bem posicionado quando essas mudanças se acelerarem.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Processing

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta