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8 out 2026
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Parlamentar apontou concorrência desleal de países vizinhos no setor leiteiro catarinense e prometeu pressionar o governo federal.
Carlos Bolsonaro, senador eleito por SC, promete pressionar o governo federal por investigação sobre dumping no leite.
Carlos Bolsonaro, senador eleito por SC, promete pressionar o governo federal por investigação sobre dumping no leite.

Eleito senador por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) atacou supostas práticas de dumping no mercado internacional do leite no primeiro vídeo publicado nas redes sociais sobre pautas de interesse do setor produtivo catarinense. A publicação foi feita no fim da tarde desta quarta-feira (7).

O ex-vereador do Rio de Janeiro abordou a necessidade de um senador em Brasília disposto a defender o agronegócio catarinense, destacando que produtores argentinos e uruguaios estariam ocupando o mercado brasileiro ao ofertarem leite mais barato.

Apesar de não apresentar dados que comprovassem essa correlação direta, Carlos afirmou que, nos últimos dez anos, “quase metade das famílias que produzem leite no estado deixaram a atividade” devido à concorrência desleal do leite em pó dos países vizinhos, que, segundo ele, chegaria ao Brasil por cerca de metade do preço praticado naqueles países.

De acordo com a Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina), na década de 1990 havia 75 mil produtores no estado e, em 2023, restavam cerca de 20 mil, demonstrando uma tendência contínua de redução decorrente de múltiplos fatores.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em levantamento de 2025, apontou outros elementos relevantes além do dumping para esse cenário, como custos de produção, demanda, índices de produtividade, concentração da cadeia produtiva e mudanças estruturais na pecuária.

Embora as normas da OMC (Organização Mundial do Comércio) classifiquem o dumping como prática desleal, Carlos Bolsonaro sustentou que o mecanismo é ilegal:

“Eles querem acabar com a produção local para depois confirmarem o produto deles aqui dentro pelo preço que quiserem, quando não tiver mais concorrência. Não podemos deixar isso acontecer.”

Ainda de acordo com o parlamentar eleito, o fluxo de importações teria se intensificado ao longo dos últimos dez anos.

Uma investigação para apurar indícios de dumping foi instaurada pelo governo federal em dezembro de 2024, após solicitação da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) — pasta extinta em 1º de janeiro de 2019 e recriada em 1º de janeiro de 2023.

“Vou também pressionar o Governo Federal para investigar de verdade o dumping feito pelos países vizinhos. Enquanto isso, o nosso campo sofre. […] O agro catarinense precisa de apoio”, declarou.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por RD+

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