O laboratório de genética e biotecnologia do IZ desenvolveu um método baseado no PCR, de biologia molecular, onde identifica, quantifica e qualifica o leite do tipo A2, que entrou no mercado como opção para as pessoas que apresentam problemas digestivos com o leite comum.
Leite. A análise realizada pelo APTA, da SAA, garante rastreabilidade e segurança aos produtores e consumidores.
A análise realizada pelo APTA, da SAA, garante rastreabilidade e segurança aos produtores e consumidores.
O leite é o alimento mais consumido no mundo, acompanhando todas as fases da vida do ser humano. Pensando na importância nutricional e econômica da bebida, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) instituiu 1º de junho como o Dia Mundial do Leite.

Buscando melhorar a qualidade do leite e impulsionar o progresso sustentável da pecuária leiteira brasileira, o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve e difunde tecnologias nos âmbitos da genética e da biotecnologia, aproximando produtores, extensionistas e comunidade científica.

O laboratório de genética e biotecnologia do IZ desenvolveu um método baseado no PCR, de biologia molecular, onde identifica, quantifica e qualifica o leite do tipo A2, que entrou no mercado como opção para as pessoas que apresentam problemas digestivos com o leite comum.

“Entre 20 a 30% das pessoas apresentam algum tipo de desconforto gastro digestivo com o processo de digestão da proteína A1 presente no leite, como estufamento e desconforto estomacal. O leite A2 foi desenvolvido como opção para esse problema”, conta Anibal Eugênio Vercesi Filho, pesquisador científico e diretor do Centro de Genética e Biotecnologia do IZ.

A análise realizada pelo instituto da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da SAA, garante rastreabilidade e segurança aos produtores e consumidores, certificando produtos e valorizando o mercado, principalmente os artesanais.

A análise do leite, realizada com expertise pelo Instituto de Zootecnia, é fundamental para a consolidação de novos mercados no setor. “Desenvolvemos análise para qualquer produto lácteo, como queijos, iogurtes e leite fermentado para as principais empresas do setor no Brasil. A maior parte da análise laboratorial do leite A2 no país é feita no laboratório do IZ. Assim, possibilitamos que o leite A2 entre no mercado”, conclui Anibal Vercesi.

 

A Caravana Giro do Leite, projeto itinerante idealizado e realizado pelo IZ, tem a missão de desenvolver a pecuária leiteira brasileira por meio da divulgação de conhecimentos e tecnologias, construindo um mapa da qualidade da produção leiteira.

“Desde 2023, circulamos por diversas cidades compartilhando expertise entre produtores leiteiros. Promovemos análises de composição centesimal e contagem de células somáticas (CCS) em tempo real, construindo um mapa abrangente da qualidade do leite paulista e de outras regiões brasileiras”, destacou Livia Castelani, assistente técnica de Pesquisa Científica e Tecnológica do IZ e coordenadora do projeto.

O laboratório móvel, que funciona em um trailer, conta com o apoio da Boehringer Ingelheim e da Plantar Vet e também dissemina conhecimentos sobre manejo e higiene de ordenha; análise e qualidade de leite; bem estar e produção e controle de mastite, além de dicas importantes para o produtor otimizar a gestão da propriedade leiteira.

A extensão rural promovida pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), atuando ao lado do produtor, melhora os resultados das propriedades paulistas de gado leiteiro. “Acompanhamos a parte reprodutiva dos animais, a questão sanitária e damos orientações técnicas no âmbito das melhores práticas”, afirma Ana Paula Roque, zootecnista e Assistente de Planejamento da CATI.

O Brasil é o 4ª maior produtor de leite do mundo, produz mais de 34 bilhões de litros por ano. São mais de 1 milhão de produtores nacionais, a maioria da agricultura familiar. O setor movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano, gerando mais de 4 milhões de empregos no campo.

“A cadeia produtiva do leite é de suma importância para São Paulo, todos os nossos investimentos em pesquisa e desenvolvimento tem o objetivo de alavancar esse setor. Parabéns ao produtores de leite paulistas, que contribuem fortemente para a economia do Estado”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

 

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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