Aurora Coop encerrou 2025 com expansão operacional, maior geração de renda e avanço nas cadeias agroindustriais, consolidando sua relevância econômica nas regiões onde atua.
O desempenho indica uma cooperativa mais diversificada e resiliente em um ambiente marcado por inflação de alimentos, instabilidade geopolítica e pressões sanitárias.
O sistema reúne 14 cooperativas agropecuárias, cerca de 87 mil famílias rurais e mais de 50 mil colaboradores. Esse modelo de intercooperação sustenta a produção diária de suínos, aves e leite e garante abastecimento tanto no mercado doméstico quanto no exterior, ampliando a capilaridade comercial.
O impacto econômico superou R$ 27 bilhões, distribuídos entre tributos, valor agregado na agropecuária, atividade industrial e remuneração do trabalho. O efeito foi mais evidente nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde a dinâmica produtiva contribuiu para a circulação de renda e o fortalecimento das economias locais.
No mercado de trabalho, a cooperativa criou 3.591 empregos em 2025 e encerrou o ano com 50.437 colaboradores diretos. Os gastos com remuneração e encargos somaram R$ 2,9 bilhões, enquanto os benefícios alcançaram R$ 686,9 milhões. Considerando saúde, segurança, capacitação e programas sociais, o investimento total em pessoas chegou a R$ 3,7 bilhões.
A receita operacional bruta atingiu R$ 26,9 bilhões, alta de 8,3% frente a 2024, e as sobras do exercício avançaram 43,5%, totalizando R$ 1,2 bilhão. O mercado interno respondeu por 65,8% do faturamento, enquanto as exportações representaram 34,2%, com maior peso das carnes suínas e de aves.
Mesmo diante de restrições relacionadas à influenza aviária e outras barreiras sanitárias, a cooperativa reorganizou exportações, aproveitou a valorização cambial e ajustou o mix de produtos para preservar resultados. A inauguração de uma subsidiária em Xangai ampliou a inteligência comercial e reforçou a presença no mercado asiático.
No Brasil, a estratégia priorizou segmentação de canais, crescimento das vendas digitais e ganhos de eficiência no planejamento comercial. Esse movimento sugere uma operação mais orientada por dados e pela adaptação ao comportamento de compra.
A produção acompanhou o ritmo de expansão. O abate de suínos chegou a 8,2 milhões de cabeças, alta de 2,6%, e o processamento de aves alcançou 347,9 milhões de unidades, crescimento de 1,4%. Nos lácteos, a incorporação da marca Gran Mestri e a ampliação do portfólio de queijos especiais elevaram a relevância estratégica do segmento, enquanto a captação totalizou 489 milhões de litros de leite.
Na gestão dos ativos biológicos, investimentos superiores a R$ 1,4 bilhão em suinocultura, avicultura e bovinocultura de leite fortaleceram biosseguridade e eficiência produtiva, com práticas baseadas no conceito de saúde única, que integra bem-estar animal, saúde humana e preservação ambiental.
O conjunto dos resultados reforça uma estrutura integrada entre produção, indústria e mercado, com efeitos diretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Feed & Food






