As enchentes e as chuvas intensas ocorreram no período em que os produtores rurais do RS realizam o cultivo das plantas forrageiras de inverno, como a alfafa e o azevém, que servem como alimento específico para o gado leiteiro.
Os produtos doados de outras regiões incluem feno pré-secado e silagem.
Os produtos doados de outras regiões incluem feno pré-secado e silagem.
Após os prejuízos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que atingiram diversos setores produtivos, a Emater/RS-Ascar contribui com a distribuição de alimentos destinados ao rebanho leiteiro gaúcho.

Os produtos são doações vindas de outras regiões do RS e de outros estados do Brasil, como Paraná e Santa Catarina, e incluem feno pré-secado e silagem.

As enchentes e as chuvas intensas ocorreram no período em que os produtores rurais do RS realizam o cultivo das plantas forrageiras de inverno, como a alfafa e o azevém, que servem como alimento específico para o gado leiteiro. O extensionista Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Bovinocultura de Leite da Emater/RS-Ascar, destaca a importância das doações, ao afirmar que as forrageiras são a base da produção de leite gaúcha.

As doações são de caráter emergencial e priorizam produtores e rebanhos afetados e em situação crítica. Ries explica que alguns produtores não conseguiram realizar o plantio das forrageiras a tempo, e que outros conseguiram, mas não obtiveram o desenvolvimento esperado ou não puderam soltar seus rebanhos para o pastejo por conta do barro.

Muitos terão de refazer o plantio de suas pastagens e lidar com os problemas causados à saúde dos animais durante os eventos climáticos ocorridos.

“Tememos que esse seja, talvez, o empurrãozinho que faltava para que mais pessoas desistam da bovinocultura leiteira”, pontua Ries. O zootecnista estima um atraso de 45 dias na produção leiteira do Estado, já impactada pela estiagem há três anos, e que também foi atingida por enchentes e chuvas no segundo semestre do ano passado.

Nos últimos oito anos, 51% dos produtores de leite vinculados às indústrias do RS deixaram a atividade, insatisfeitos pela rentabilidade. As regiões mais afetadas em termos de coleta de leite são o Vale do Taquari, a Quarta Colônia, o Vale do Rio dos Sinos e o Alto da Serra do Botucaraí, muitas ainda sem luz e com dificuldade de tráfego pelas estradas.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamentos de dados para embasar os laudos de perdas dos municípios, além de operacionalizar as políticas públicas das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A Instituição está aberta ao produtor rural para ajudá-lo a planejar e reorganizar suas estratégias de produção e investimento.

 

 

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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