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9 out 2026
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Agregar valor à produção agropecuária antes que ela deixe a região é uma das estratégias adotadas pelas cooperativas para ampliar sua participação na cadeia de alimentos.
Programa de expansão industrial inclui fábrica de tortilhas e beneficiamento de leite
Programa de expansão industrial inclui fábrica de tortilhas e beneficiamento de leite.

A Castrolanda recebeu licenças ambientais para avançar com dois projetos industriais em Castro, no Paraná:

A construção de uma fábrica de tortilhas de milho e a ampliação da Unidade de Beneficiamento de Leite (UBL), com a instalação de uma nova torre de secagem. Os empreendimentos integram um programa de investimentos de R$ 500 milhões anunciado pela cooperativa no início de 2026.

Agregar valor à produção agropecuária antes que ela deixe a região é uma das estratégias adotadas pelas cooperativas para ampliar sua participação na cadeia de alimentos. No Paraná, a Castrolanda prepara duas novas etapas desse processo: a implantação de uma indústria de tortilhas de milho e a expansão da estrutura destinada ao beneficiamento de leite.

Os projetos têm objetivos distintos, mas complementares. Enquanto a fábrica de tortilhas permitirá diversificar o portfólio industrial e atender empresas, a ampliação da unidade leiteira busca acompanhar o crescimento da matéria-prima fornecida pelos cooperados.

As iniciativas avançaram com a emissão das respectivas Licenças de Instalação pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental do Paraná. As autorizações permitem iniciar as obras em Castro, município dos Campos Gerais onde estão concentradas importantes operações da Castrolanda.

Os dois empreendimentos fazem parte do programa de investimentos de R$ 500 milhões anunciado pela cooperativa no início de 2026, considerado pela organização o maior de sua história.

A nova Unidade de Tortilha de Milho será construída no distrito industrial da Castrolanda. O projeto está relacionado à estratégia de diversificação da produção e ao atendimento de uma demanda identificada no mercado entre empresas, segmento conhecido como B2B.

Segundo a cooperativa, o licenciamento da fábrica envolveu mais de um ano de discussões técnicas com o IAT. Durante esse período, foram avaliadas alternativas para reduzir os impactos ambientais previstos tanto na construção quanto no funcionamento da futura indústria.

Thiago Molina, supervisor ambiental da Castrolanda, explica que a licença confirma a adequação do projeto de engenharia e das medidas ambientais propostas às exigências do órgão responsável. A autorização corresponde à etapa de implantação e não significa que a unidade já esteja autorizada a iniciar suas operações industriais.

Expansão do beneficiamento de leite

Na cadeia leiteira, o investimento prevê a construção de uma nova torre de secagem na Unidade de Beneficiamento de Leite (UBL). O equipamento faz parte do planejamento de expansão da estrutura industrial e deverá contribuir para aumentar a capacidade de processamento.

O projeto é desenvolvido em parceria com as cooperativas Frísia e Capal, por meio da Unium. A ampliação busca adequar a infraestrutura industrial ao crescimento da produção de leite dos associados, criando condições para processar volumes maiores de matéria-prima.

Assim como no projeto da fábrica de tortilhas, o licenciamento ambiental dessa expansão exigiu mais de doze meses de elaboração de projetos e avaliação de soluções ambientais.

Com as duas iniciativas, a Castrolanda avança em seu plano de expansão industrial, combinando a diversificação de atividades com o aumento da estrutura de processamento de leite. Os investimentos conectam a produção dos cooperados a diferentes segmentos da indústria de alimentos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por AgroRevenda 

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