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9 mar 2026
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Estudo mostra que o comércio exterior Brasil–EUA segue relevante e aponta espaço para alimentos processados no mercado americano 🌎
Apesar de tarifas e tensões comerciais, o comércio exterior Brasil–EUA mantém peso e indica novas oportunidades para alimentos. 📊
Apesar de tarifas e tensões comerciais, o comércio exterior Brasil–EUA mantém peso e indica novas oportunidades para alimentos 📊

O comércio exterior Brasil–EUA continua sendo um dos eixos centrais das relações econômicas brasileiras, mesmo em um cenário marcado por tensões comerciais e tarifas adicionais.

Um novo estudo divulgado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostra que os Estados Unidos permanecem como o segundo principal destino das exportações brasileiras, absorvendo cerca de 10,8% das vendas externas do país.

Segundo o levantamento “Perfil de Comércio e Investimentos – Estados Unidos”, o mercado norte-americano segue especialmente relevante para produtos industrializados e de maior valor agregado. Entre os principais itens exportados pelo Brasil estão petróleo bruto, aeronaves, ferro e aço, café, celulose e sucos de frutas.

Além da pauta atual, o diagnóstico indica espaço para ampliar a presença brasileira no mercado dos Estados Unidos. O chamado Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identifica 992 possibilidades comerciais para produtos brasileiros, com destaque para máquinas e equipamentos, combustíveis minerais, químicos, alimentos e bebidas e bens manufaturados.

Também há potencial para diversificação em segmentos como máquinas elétricas, equipamentos de processamento de dados, derivados de cacau e alimentos processados. Essa diversificação pode ampliar a participação brasileira em cadeias globais de maior valor agregado.

Para a cadeia de alimentos, incluindo o setor lácteo, o dado central é a abertura de espaço em categorias de alimentos processados. O mercado norte-americano é descrito no estudo como altamente estratégico por sua escala e capacidade de absorver produtos com maior valor agregado.

Outro elemento relevante da relação econômica bilateral é o fluxo de investimentos. Os Estados Unidos lideram o estoque de investimento estrangeiro direto no Brasil, estimado em US$ 246,6 bilhões em 2024, com presença forte em setores como indústria, energia, tecnologia e saúde. Ao mesmo tempo, os EUA também são fornecedores importantes de insumos industriais para o Brasil, incluindo motores, turbinas, equipamentos aeronáuticos, combustíveis e medicamentos, evidenciando um nível significativo de interdependência produtiva entre as duas economias.

Apesar dessa densidade econômica, o ambiente comercial recente tem sido marcado por medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. Tarifas adicionais sobre aço, alumínio e outros produtos estratégicos afetaram diretamente a competitividade brasileira, elevando custos e aumentando a incerteza para exportadores.

O Brasil está entre os países atingidos por medidas de defesa comercial norte-americanas, o que exige monitoramento constante e atuação diplomática para preservar o acesso ao mercado. Ao mesmo tempo, negociações recentes ampliaram a lista de produtos brasileiros excluídos de tarifas específicas, indicando que ainda existe espaço para ajustes técnicos e diálogo bilateral.

Outro fator estrutural apontado pelo estudo é a ausência de um acordo comercial preferencial entre Brasil e Estados Unidos. Atualmente, mais de um terço das importações norte-americanas vem de países que possuem acordos desse tipo, como Canadá e México, o que reduz a competitividade relativa dos produtos brasileiros.

Mesmo com essas limitações, o mercado norte-americano mantém enorme peso no comércio global. Os Estados Unidos continuam sendo o maior importador do mundo e seu consumo representa cerca de 18% do consumo global, sustentando forte demanda por energia, alimentos, minerais e bens industriais.

Para empresas brasileiras, inclusive da cadeia agroalimentar, isso significa que o mercado segue oferecendo oportunidades concretas. A estratégia apontada pelo estudo passa por identificar nichos específicos, adequar produtos a padrões técnicos e regulatórios e buscar inserção em segmentos de maior valor agregado.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Conteúdos do Agro

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