ESPMEXENGBRAIND
17 mar 2026
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🧀 Evento integra ciência, mercado e produção para elevar valor do leite no Paraná e expandir modelo de queijos finos.
Encontro em Toledo combina técnica, mercado e inovação para consolidar a queijaria fina como vetor de renda. queijo
Encontro em Toledo combina técnica, mercado e inovação para consolidar a queijaria fina como vetor de renda.

O Conecta Queijo consolida-se como uma plataforma estratégica para transformar a produção leiteira no Paraná, ao integrar ciência, tecnologia e mercado em torno da queijaria fina.

Realizado nos dias 20 e 21 de março, em Toledo, o evento ocorre em paralelo à expansão do Programa de Queijos Finos do Biopark para novas regiões do estado, sinalizando mudança estrutural no posicionamento da cadeia.

O principal avanço está na escala. A metodologia que já impacta produtores no Oeste passa a alcançar Sudoeste, Norte Pioneiro, Centro-Oriental e a região metropolitana de Curitiba. Com isso, o modelo baseado em alto valor agregado e padrão de exportação deixa de ser local e assume caráter estadual. Para a cadeia, isso implica maior difusão de tecnologia, padronização de processos e potencial ampliação de margens na produção.

O mecanismo dessa transformação combina pesquisa aplicada com viabilidade de mercado. O programa oferece acesso gratuito à biotecnologia, treinamentos e suporte laboratorial por três anos para pequenos e médios produtores. A proposta reduz barreiras técnicas e acelera a profissionalização da queijaria, criando condições para que o leite seja convertido em produtos com maior diferenciação e valor.

Dentro do evento, essa lógica se traduz em uma agenda que conecta teoria e prática. Especialistas internacionais e pesquisadores abordam desde a estruturação técnica da produção até fatores que influenciam o consumo. A contribuição de Heber Rodrigues destaca como a percepção sensorial do queijo está ligada à psicologia cognitiva e a elementos culturais, ampliando a compreensão sobre comportamento do consumidor. Já Maike Maziero e Rodrigo Magalhães agregam a visão de mercado e inovação necessária para posicionamento em escala global, enquanto Irene Rubel discute a integração entre tecnologia avançada e tradição produtiva.

No nível operacional, o evento foca na transferência de conhecimento. Oficinas em laboratório mostram o processo de fabricação de queijos especiais, enquanto a condução técnica de Kennidy de Bortoli evidencia o rigor científico aplicado à transformação do leite. A etapa final do ciclo, voltada ao produto, é abordada por Anderson Aguiar de Magalhães, que orienta a leitura sensorial e a valorização do queijo fino.

As visitas técnicas a queijarias familiares que operam sob mentoria do Biopark reforçam a aplicabilidade do modelo. Ao integrar produção, turismo rural e experiência sensorial, essas unidades demonstram como a queijaria pode gerar novas fontes de renda e diversificação econômica.

Outro ponto relevante é o status acadêmico do evento. A possibilidade de publicação de trabalhos científicos aproxima universidades e centros de pesquisa da realidade produtiva, elevando o debate sobre queijos finos ao campo da ciência aplicada. Essa conexão fortalece a base técnica do setor e contribui para decisões mais informadas ao longo da cadeia.

Com investimento de R$ 3,8 milhões, a expansão do projeto consolida uma política pública voltada à agregação de valor no leite. Coordenada por uma articulação entre Biopark, governo estadual, IDR-PR e universidades, a iniciativa busca posicionar o Paraná como polo de referência em queijos finos na América Latina.

Para produtores, indústrias e demais agentes da cadeia, o movimento indica uma mudança clara: competir menos por volume e mais por valor. O Conecta Queijo, ao alinhar conhecimento, prática e mercado, atua como catalisador dessa transição.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de O Presente Rural

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