Doações estão vindo de várias propriedades da região.
Trator carrega alimento doado para propriedades de gado de leite de Lajeado. Foto: Flávio Pedron/JdeB.
Trator carrega alimento doado para propriedades de gado de leite de Lajeado. Foto: Flávio Pedron/JdeB.
O Núcleo de Médicos Veterinários e Zootecnistas de Francisco Beltrão vem conseguindo muitas doações para atender criadores de bovinos de leite de Lajeado (RS), no Vale do Rio Taquari, que tiveram suas propriedades rurais atingidas pelas enchentes neste mês de maio.

Ontem saiu o segundo caminhão carregado com produtos doados por produtores rurais de Beltrão e região.

Os produtos estão sendo levados na sede da Sociedade Rural, em anexo ao Parque de Exposições, no Bairro Luther King. Dali os alimentos para bovinos de leite são embarcados em caminhões. “Hoje [ontem] tá indo pré-secado, 20 bolas, e cerca de 15 toneladas de silagem de milho, totalizando umas 25 toneladas de alimentos”, informou o veterinário Marcos Liston.

A demanda de alimentos e a distribuição está sendo levantada e organizada pela Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (GandoHolando). “Eles que estão fazendo o direcionamento dos alimentos que estão chegando. Isso vai pra uma central de distribuição lá em Lajeado”, relatou Marcos.

O veterinário disse que a falta de alimentos nas propriedades rurais é muito grande. “Houve muita perda de silagem de milho, quem tinha perdeu porque foi levado pelas enchentes, a parte da pastagem foi extremamente afetada, sobrou pouco pasto na região. O nosso objetivo é mandar comida pra lá e alimentar esses animais por um tempo, até que os produtores consigam produzir os próprios alimentos por lá”, disse Marcos.

Seis meses

A previsão é que a situação da alimentação dos animais, com feno e silagem, seja resolvida apenas daqui a cinco ou seis meses, com a nova safra. “O trabalho continua porque até mesmo por levantamento e orientação dos que estão no Rio Grande do Sul, se tudo der certo, a produção de alimentos volta a se normalizar em seis meses, falando em silagem de milho para o mês de janeiro. Então nós temos ainda cinco a seis meses pra fomentar e auxiliar a produção no Rio Grande do Sul”, observou o veterinário.

Doações necessárias

A principal demanda dos criadores gaúchos é por alimentos volumosos — grama, capim, feno, silagens, aveia e sorgo, caroço de algodão, casquinha e também pode ser doado farelo de soja. “A única coisa que a gente não tá solicitando de forma direta é a parte de produto industrializado, porque tem aquela ideia de fomentar as empresas do Rio Grande, pra gerar empregos lá. Nós estamos tentando levar aquilo que tá faltando lá. Preferimos que os produtores, no momento de colaborar, doem volumosos”, solicitou Marcos. A intenção é mandar a terceira carga de alimentos depois de amanhã, sexta, 24. Além dos produtores rurais, a campanha tem apoio de empresas de transportes. Ontem a Cerealista Bandeira cedeu um caminhão bitrem para levar os produtos. Na semana passada foi a NRC que bancou o frete. “Graças a Deus, a gente tá recebendo essa ajuda. A gente estima um custo de 6 mil reais pra levar uma carga dessas até o Rio Grande”, falou o veterinário.

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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