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Da fazenda até a geladeira: quantos processos científicos estão envolvidos na produção de leite? O que uma gota de uma das bebidas mais consumidas no mundo nos conta?

Na última quarta-feira, 22, a pesquisadora Maria José Bell, do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados (PPGCTLD), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), foi até a Escola Estadual Marechal Mascarenhas de Moraes para conversar com os alunos do 6º ano.

A visita faz parte do projeto de extensão “A ciência que fazemos”, iniciativa de divulgação científica que leva pesquisadores da UFJF até escolas da rede pública para desmistificar a imagem do cientista e mostrar o processo científico de pesquisas realizadas no campus.

A pesquisadora discute com os alunos sua pesquisa atual sobre a verificação dos dados nas embalagens de leite (Foto: Marcella Victer)

O que o leite nos conta

“Quem bebeu leite hoje?”, perguntou Maria. A maioria dos braços se levantam. “E vocês sabem o que tem no leite?”, acrescentou. “Lactose!”, “cálcio!”, “proteína!”, exclamaram os alunos. Em seguida, a pesquisadora informou que muitas pessoas são intolerantes ou alérgicas a alguns desses componentes e só podem beber tipos específicos de leite, que foram desenvolvidos depois de extensa pesquisa, como o leite sem lactose.

Os estudantes começaram a trazer experiências do cotidiano de cada um para contribuir com a fala da professora. “Quando eu fui para São Paulo o pão de queijo não era tão gostoso”, observou uma das alunas. “Sabe por que? As vacas de São Paulo e de Minas se alimentam de forma diferente”, respondeu Maria. A pesquisadora explica que a alimentação interfere no sabor do queijo produzido com o leite de cada estado.

Os alunos também demonstraram interesse em saber detalhes da pesquisa atual de Maria. “O que você está pesquisando agora?”, perguntaram. Ela explica que atualmente analisa amostras de leite para checar se o que o rótulo diz é verdade. “Quando a embalagem afirma que não tem lactose ele não pode apresentar essa substância na composição”, explica. Além disso, contou para os estudantes que também pesquisa o desperdício de leite. “Sabe aquele restinho que sempre fica na caixa? A cada 1000 litros, um litro de leite é desperdiçado por causa disso. Então estudamos formas para evitar que isso aconteça”, esclarece.

Questionando como um cientista 

A curiosidade ia além da temática proposta pela pesquisadora. “O que é a Nasa?”, “Quanto tempo demora para ir da Terra até a Lua?”, “Por que o fundo do mar é menos explorado do que o espaço?” As perguntas chegavam ansiosas por respostas. Depois de respondê-las, Maria provoca: “Olhem ao redor. Quantas coisas aqui precisaram da ciência para existir?”. As respostas iam de borrachas a celulares, ventiladores a mesas. “Tudo tem ciência, né tia?”, perguntou um dos alunos.

Gelsimara Franco, professora de ciências da escola, é parceira do “A ciência que fazemos” desde 2018, ano de início do projeto, e destaca a importância de iniciativas como essa para os estudantes da rede pública. “Os alunos precisam ver que a universidade é uma possibilidade para eles, que ela não está distante”, afirma.

Acompanhe o projeto “A ciência que fazemos” no Instagram.

O projeto tem como objetivo desmistificar a imagem dos cientistas e despertar o interesse dos alunos da rede pública pela ciência (Foto: Marcella Victer)

 

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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