Objetivo de viagem ao Nepal, proposta pela Agência Brasileira de Cooperação, é contribuir para o fortalecimento da produção de leite e derivados no país asiático.
Um grupo de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) integrou uma missão de prospecção ao Nepal.
Um grupo de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) integrou uma missão de prospecção ao Nepal.
Um grupo de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) integrou uma missão de prospecção ao Nepal.

Organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão ligado ao Ministério de Relações Exteriores, a viagem ocorreu entre os dias 22 e 26/4. O objetivo é desenvolver um projeto de cooperação técnica Sul-Sul que contribua para a estruturação e o fortalecimento da produção de leite e derivados no país asiático.

A missão foi elaborada em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Agrícola e Pecuário do Nepal, que articulou visitas a fazendas, cooperativas e produtores de leite e derivados. Integraram a delegação, o diretor de Operações Técnicas da Epamig, Trazilbo de Paula, o coordenador do Programa de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, Junio Jacinto de Paula, e as pesquisadoras da Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes –  Isis Toledo Renhe e Kely Correa, além de representantes da ABC.

“Fomos contatados pela Agência Brasileira de Cooperação para integrar esta missão atendendo a uma solicitação do governo do Nepal. Nessa primeira viagem, fomos conhecer a cadeia produtiva de leite e derivados e prospectar as principais necessidades do setor. O próximo passo é definir, junto à ABC, as formas como podemos contribuir e disponibilizar nossas melhores práticas”, afirma Trazilbo de Paula.Uma série de reuniões e dinâmicas foram propostas para ajudar na identificação dos principais gargalos na produção do leite e de seus derivados no Nepal. “Foi uma programação bastante extensa.

Nos reunimos com diversos atores da cadeia produtiva e com órgãos, ministérios e conselhos. Visitamos indústrias de pequeno e médio porte e fazendas, além de realizarmos um workshop para desenhar um possível projeto de cooperação”, detalha Junio de Paula. O pesquisador informa que foi realizada uma dinâmica para levantar os principais problemas, possíveis causas e soluções. “Os eixos centrais detectados foram a baixa qualidade e a baixa quantidade de leite e derivados produzidos.

Há uma série de causas, dentre elas algumas que já enfrentamos e continuamos enfrentando no Brasil”. Junio apresentou as principais linhas de pesquisa desenvolvidas pela Epamig para cadeia de lácteos e a estrutura do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, referência em formação de laticinistas e na geração e difusão de tecnologias para o setor, que completa 89 anos, neste mês de maio. Essa expertise poderá ser colocada à disposição para a proposição de um projeto de cooperação envolvendo os dois países.

“Vamos nos reunir com a ABC, para definirmos a melhor forma de contribuir. As primeiras percepções são de que eles necessitam de treinamentos relacionados a boas práticas de ordenha e produção e orientações sobre processamento. Além disso, precisam diversificar a produção. Atualmente, grande parte dos lácteos consumidos no Nepal são importados. A produção se limita, basicamente, a leite pasteurizado e iogurtes”, aponta. A Agência Brasileira de Cooperação espera efetivar o acordo, ainda em 2024. Caso se concretize, esta será a primeira iniciativa de cooperação técnica entre os dois países. E, também, a primeira entre o Nepal e um país da América do Sul.

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Conforme Petry, a fábrica de produtos lácteos será ampliada em mil metros quadrados. Além disso, receberá significativa inovação tecnológica na automatização da produção. Estão sendo adquiradas novos equipamentos com alta tecnologia que, entre outras coisas, farão o carregamento automatizado dos lácteos.

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