Chocolates seguem no centro da estratégia da Mondelēz Brasil para 2026, sustentados por um mercado que movimenta mais de R$ 26 bilhões por ano no país e por uma relação histórica de forte apelo emocional com o consumidor.
Esse é o pano de fundo da nova fase da companhia na categoria, agora sob a liderança de Felipe Pedrolli, executivo com 17 anos de trajetória interna, que assumiu em novembro a direção da divisão de Chocolates.
A mudança na liderança faz parte de uma reorganização mais ampla da Mondelēz Brasil, que também promoveu Ana Assis ao cargo de diretora de Tablets, Sharing e Seasonals, passando a responder por marcas estratégicas como Lacta e Milka, além das linhas sazonais. O movimento reforça o foco da empresa em crescimento, inovação e fortalecimento da execução no varejo alimentar.
Segundo Pedrolli, o desafio da categoria vai além de volume. Trata-se de equilibrar relevância, valor percebido e eficiência operacional em um segmento altamente competitivo. Dados de Nielsen e Scanntech indicam que os chocolates têm peso significativo dentro do FMCG brasileiro, mas ainda apresentam espaço para avanços em penetração, frequência de compra e ampliação de ocasiões de consumo.
Ao assumir o comando da área, o executivo definiu três prioridades claras. A primeira é reforçar a percepção de valor, por meio de produtos relevantes e de alta qualidade. A segunda passa pelo fortalecimento do portfólio, com diversidade de formatos e tamanhos que atendam diferentes momentos de consumo, desde tabletes para compartilhar até embalagens presenteáveis. Já a terceira frente está diretamente ligada à excelência na execução no ponto de venda, considerada decisiva para conversão e construção de marca.
A trajetória de Pedrolli dentro da companhia ilustra um dos pilares centrais da Mondelēz Brasil: o desenvolvimento de talentos internos. Ao longo de quase 18 anos, o executivo passou por diferentes categorias, como biscoitos, gomas, bebidas em pó e snacks, acumulando aprendizados que hoje convergem para a liderança de uma das áreas mais estratégicas da operação na América Latina. De acordo com ele, a combinação entre desafios relevantes, autonomia para testar ideias e ambiente colaborativo foi determinante para essa evolução.
No campo da inovação, chocolates seguem como um dos principais motores de crescimento da companhia. Uma das frentes que deve ganhar ainda mais força envolve embalagens presenteáveis, especialmente em datas sazonais. Em 2025, a empresa apostou no conceito “Vale Presença” em barras Lacta e Laka, utilizando frases e mensagens que reforçam o vínculo emocional das marcas com o consumidor.
Outra alavanca relevante está nas tendências de sabor. O caramelo, por exemplo, já aparece em lançamentos recentes de barras recheadas, refletindo movimentos observados no mercado global. Paralelamente, a Mondelēz segue investindo em formatos e tamanhos variados, ampliando o acesso à categoria e adaptando o portfólio a diferentes contextos de consumo, do individual ao compartilhado.
Para 2026, as apostas da companhia no varejo alimentar estão ancoradas na consolidação dessas frentes. No último ano, a empresa avançou com a expansão da linha de barras recheadas Lacta, novas embalagens de Sonho de Valsa e o lançamento de packs sortidos de Bis com cinco sabores. A expectativa é evoluir essas iniciativas com novas propostas, ativações e maior presença em datas-chave do calendário comercial.
A discussão sobre indulgência e saudabilidade também ocupa espaço relevante na estratégia. A Mondelēz trabalha com um portfólio diversificado, oferecendo desde porções menores, como Lacta 28g, até produtos individuais tradicionais, como Sonho de Valsa e Ouro Branco. Além disso, a linha Lacta Intense, com maior teor de cacau, atende consumidores que buscam perfis sensoriais mais intensos, sempre com transparência nos rótulos e incentivo ao consumo consciente.
No ponto de venda, o trade marketing deixou de ser apenas execução para se tornar experiência. Iniciativas como parcerias em retail media, que geraram incrementos de até 15% nas vendas, além de ativações imersivas em datas sazonais, mostram como o varejo é visto como espaço estratégico de experimentação, conversão e construção de preferência. Para a Mondelēz Brasil, chocolates não são apenas produtos de giro, mas ativos de marca com forte capacidade de engajamento.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de SuperVarejo






