ESPMEXENGBRAIND
8 jan 2026
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O conceito de food as medicine se consolida em 2026, impulsionando lácteos funcionais, proteína de qualidade e saúde intestinal 🥛
Consumo consciente, nutrição funcional e lácteos colocam o food as medicine no centro das decisões do consumidor 🍶
Consumo consciente, nutrição funcional e lácteos colocam o food as medicine no centro das decisões do consumidor 🍶

O conceito de food as medicine vem ganhando espaço de forma acelerada e já se posiciona como uma das principais tendências globais de saúde e bem-estar para 2026.

A avaliação faz parte do relatório de tendências divulgado pela Danone North America, que aponta uma mudança estrutural na relação dos consumidores com a alimentação, cada vez mais orientada por benefícios mensuráveis à saúde.

Segundo a companhia, o food as medicine deixou de ser um nicho e passou a integrar o consumo cotidiano. A lógica por trás desse movimento é clara: consumidores estão escolhendo alimentos e ingredientes específicos com o objetivo de prevenir e gerenciar doenças crônicas, priorizando opções densas em nutrientes e com impacto funcional comprovado no organismo.

Além do food as medicine, a Danone identificou outros quatro movimentos-chave que devem moldar o mercado em 2026: a busca por um estilo de vida mais “limpo”, a evolução da saúde intestinal, o avanço do conceito de “proteína 2.0” e a consolidação de uma cultura global de perda de peso, fortemente influenciada por novas terapias e tecnologias nutricionais.

De acordo com Rafael Acevedo, presidente da divisão de iogurtes da Danone, os consumidores estão “otimizando” cada refeição. Ele observa que rotinas cada vez mais aceleradas, o uso crescente de medicamentos à base de GLP-1 e a valorização da conveniência estão elevando as expectativas em relação aos alimentos consumidos no dia a dia.

Na avaliação do executivo, as pessoas querem mais de cada mordida. O foco está em benefícios funcionais que apoiem a saúde intestinal, promovam saciedade e contribuam para o bem-estar geral, sem adicionar complexidade à rotina alimentar. Nesse contexto, Acevedo destaca que os lácteos de consumo diário continuam sendo uma ferramenta poderosa para alcançar objetivos de saúde.

O relatório também indica que o conceito de “clean living” ganhou prioridade nas escolhas dos consumidores. Alimentos e bebidas com ingredientes reconhecíveis, menos aditivos artificiais e maior transparência passaram a ser decisivos no momento da compra. Essa tendência reflete uma preocupação mais ampla com saúde, sustentabilidade e confiança na cadeia alimentar.

A evolução da saúde intestinal é outro pilar relevante dentro da estratégia de food as medicine. A Danone observa que o interesse pelo microbioma intestinal extrapolou o ambiente científico e ganhou forte presença nas redes sociais. Apenas em uma das principais plataformas digitais, conteúdos relacionados ao tema já acumulam mais de 6 bilhões de visualizações, evidenciando o alcance do assunto junto ao público.

Com isso, consumidores demonstram crescente interesse em fibras, prebióticos e probióticos, reconhecendo benefícios que vão além da digestão, incluindo impactos positivos na imunidade, no humor e até na qualidade do sono. Acevedo afirma que, à medida que a conscientização avança, esses componentes continuarão no centro das estratégias de inovação da empresa, especialmente no segmento de iogurtes.

No campo das proteínas, a Danone aponta a chegada da chamada “proteína 2.0”. O nutriente deixou de ser associado exclusivamente ao desempenho esportivo e passou a ocupar um papel mais amplo na saúde cotidiana. Os consumidores buscam fontes de proteína de alta qualidade, com benefícios diferenciados e formatos de consumo mais diversos.

Whitney Evans, diretora de nutrição e assuntos científicos da Danone North America, afirma que a tendência está se transformando rapidamente. Segundo ela, há uma migração clara em direção a produtos que oferecem mais do que apenas a quantidade de proteína, incorporando atributos funcionais adicionais, como suporte muscular e recuperação metabólica.

Como exemplo dessa evolução, Evans cita produtos desenvolvidos com proteínas completas do soro do leite e aminoácidos livres, pensados para atender demandas específicas de desempenho e saúde. Esse posicionamento reforça a integração entre ciência nutricional e desenvolvimento de novos lácteos funcionais.

Por fim, o relatório destaca a expansão da cultura de perda de peso, impulsionada pelo aumento do uso de medicamentos à base de GLP-1. A Danone observa uma demanda crescente por alimentos ricos em proteínas, densos em nutrientes e adaptados às necessidades de consumidores que utilizam esse tipo de terapia, além do avanço de aplicativos de nutrição personalizada.

Na avaliação de Evans, a tendência deve se intensificar em 2026, à medida que barreiras de acesso aos medicamentos diminuem. Nesse cenário, o food as medicine se consolida como eixo central da inovação alimentar, conectando ciência, conveniência e saúde em um mercado cada vez mais orientado por resultados concretos.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Processing

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