Quando completava três anos de fundação, o trabalho realizado pela Cooperativa Sul-Riograndense de Laticínios Ltda (Cosulati), fabricante do leite e da manteiga Danby, foi destaque na imprensa local.
Em uma reportagem, publicada em 26 de setembro de 1976, o processo de pasteurização do produto in natura foi descrito passo a passo.
A empresa foi fundada em 21 de setembro de 1973, a partir da fusão da Cooperativa Regional de Laticínios Pelotense, a Coolapel (fundada em 1932) e da Cooperativa Regional de Laticínios da Região Sudoeste do RS, a Colacti (fundada em 1955).
Com uma direção preocupada em vender um produto de qualidade, a empresa utilizava um minucioso e, na época, sofisticado sistema que começava com a atuação do departamento técnico, que prestava assistência agronômica e veterinária aos produtores. O objetivo era que fossem cuidadas as pastagens e houvesse um controle maior da higiene e das doenças.
Cabia ao setor de recepção da Cosulati atender diariamente a chegada do leite oriundo de seus oito mil associados. Eram efetuadas análises para determinar se o teor de acidez estava dentro dos limites normais (13° Dornic a 18º Dornic).
Caso houvesse baixa densidade, causada pela adição de outras substâncias ou então devido a doenças, este leite é imediatamente eliminado.
Equipamentos automatizados
Na sequência, o leite considerado dentro dos padrões de normalidade era filtrado, pesado e remetido à seção de beneficiamento. O produto recebia, inicialmente, o tratamento de clarificação destinado a eliminar impurezas minúsculas que porventura pudessem existir. Após, era padronizado para 3% de gordura.
A etapa seguinte era o processo de pasteurização em que o leite era aquecido a 75°C e resfriado a 4°C, ficando livre dos germes patogênicos.
Na seção de ensacamento, máquinas modernas e automatizadas confeccionavam as embalagens plásticas, com capacidade para 1 litro e em seguida introduziam o leite Danby, através de minúsculos orifícios. Ao final, os saquinhos com o leite eram fechados hermeticamente.
Em 1976, eram produzidos 70 mil litros de leite Danby diariamente pela Cosulati. O produto era acondicionado em caixas plásticas e colocado em câmaras frias sob a temperatura de 4°C, até a hora de chegar aos pontos de vendas ao público.
Por meio de uma frota de caminhões, o leite Danby era distribuído em Pelotas e nas cidades de Rio Grande, Canguçu, São Lourenço do Sul, Jaguarão, Pedro Osório e Arroio Grande.
Em setembro de 1926, no relatório de meio de mandato, o intendente, Augusto Simões Lopes, apresentou ao Conselho Municipal (atual Câmara de Vereadores) e à comunidade as ações de seu governo relacionados a pontes e pontilhões. Simões Lopes assumiu o governo do município de Pelotas em 1924.
Entre os atos destacados estavam os trabalhos de reparação nas diversas pontes e pontilhões existentes, especificamente, no Fragata, Passo dos Carros, Retiro, Corrientes, Arroio Pelotas. Também receberam manutenção os pontilhões de madeira situados na estrada do Arrozal, próximo ao Patronato Agrícola Visconde da Graça (atual IFSul – Câmpus Pelotas-Visconde da Graça (CaVG), localizado no bairro Três Vendas, na estrada para São Lourenço do Sul, nas proximidades da casa de João Baptista Scholl, e no de alvenaria sobre o Arroio Pepino, na então Estrada Domingos de Almeida, atual avenida Domingos de Almeida.
De concreto armado
Ainda, foram construídos três novos pontilhões de concreto armado, sendo um no extremo norte da rua Manduca Rodrigues, com dez metros de largura e dois metros de comprimento. O novo pontilhão de acesso ao bairro Simões Lopes. O objetivo era facilitar a mobilidade urbana.
Mas esta não era a única obra. Na mesma via, o trecho da Manduca Rodrigues, entre as ruas Três de Maio e Independência, atual Uruguai, também foi pavimentado com pedras irregulares. Ainda foi construído um outro pontilhão na estrada do Arrozal, sendo o último em formato de arco.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por A Hora do Sul






