O bem-estar emocional pode estar mais ligado à alimentação do que muitos imaginam — e os lácteos aparecem como protagonistas nessa relação. Pesquisas recentes indicam que o consumo regular de leite e derivados está associado à melhora do humor e ao equilíbrio mental, ampliando o papel desses alimentos para além dos benefícios físicos tradicionalmente conhecidos.
A ciência vem mostrando que a nutrição influencia diretamente a saúde emocional. Nesse contexto, os lácteos se destacam por sua composição rica e equilibrada, que reúne proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais. Essa combinação contribui não apenas para a manutenção de ossos e músculos, mas também para o funcionamento adequado do sistema nervoso.
Entre os principais diferenciais está o triptofano, aminoácido presente nos lácteos e fundamental para a produção de serotonina — neurotransmissor frequentemente associado à sensação de felicidade e estabilidade emocional. A fenilalanina, outro aminoácido encontrado nesses alimentos, também participa desse processo bioquímico que ajuda a regular humor, sono e ansiedade.
Além disso, micronutrientes como cálcio, magnésio, zinco e fósforo exercem papel importante na prevenção do estresse e na manutenção do equilíbrio nervoso. Quando esses minerais estão em níveis baixos no organismo, a predisposição a irritabilidade e alterações de humor pode aumentar.
Segundo a Federação Nacional de Indústrias Lácteas (FENIL), o consumo de lácteos pode favorecer o estado de ânimo ao fornecer triptofano e vitamina D, nutrientes ligados ao equilíbrio emocional. Um estudo da Universidade de Binghamton reforça essa relação ao apontar que adultos com mais de 30 anos que reduzem a ingestão de carboidratos e ampliam o consumo de alimentos como lácteos, leguminosas, peixes e frutas ricas em vitamina C apresentam menores índices de depressão e ansiedade.
As recomendações de ingestão variam conforme a fase da vida. Para adultos entre 20 e 59 anos, a orientação costuma ficar entre duas e três porções diárias. Já adolescentes, devido às demandas do crescimento, podem necessitar de três a quatro porções. Pessoas idosas também podem se beneficiar de duas a quatro porções ao dia, enquanto gestantes devem consumir de três a quatro porções — número que pode subir para quatro a seis durante o período de amamentação.
Na prática, os efeitos positivos podem ser percebidos em diferentes aspectos do cotidiano. A produção de serotonina tende a favorecer emoções positivas e reduzir sintomas de ansiedade e tensão. O triptofano ainda exerce efeito relaxante que pode melhorar a qualidade do sono — fator decisivo para a estabilidade emocional.
Outro ponto relevante é o fornecimento de energia de liberação gradual. As proteínas e gorduras saudáveis presentes nos lácteos ajudam a evitar oscilações bruscas de energia, frequentemente associadas à fadiga mental e à queda de concentração.
Vitaminas do complexo B, como B2 e B12, também contribuem para o funcionamento adequado do sistema nervoso, reduzindo a sensação de cansaço e apoiando o desempenho cognitivo ao longo do dia.
Diante dessas evidências, especialistas reforçam que incluir lácteos em uma dieta equilibrada pode ser uma estratégia simples para apoiar o bem-estar emocional. Mais do que um alimento tradicional, o leite e seus derivados seguem ganhando espaço em discussões contemporâneas sobre qualidade de vida — mostrando que, às vezes, pequenas escolhas diárias podem influenciar significativamente como nos sentimos.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Mundo lácteo






