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1 fev 2026
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🥛 Evidências científicas associam o consumo de leite à redução da pressão arterial e ao menor risco de hipertensão.
Abrace o leite como parte de sua rotina, sabendo que ele está ao seu lado, contribuindo para uma vida mais longa e saudável.
Abrace o leite como parte de sua rotina, sabendo que ele está ao seu lado, contribuindo para uma vida mais longa e saudável.

O leite voltou ao centro do debate científico sobre saúde cardiovascular, desta vez com evidências consistentes que associam seu consumo à redução da pressão arterial e a um menor risco de hipertensão.

A relação entre leite, derivados lácteos e saúde do coração tem sido amplamente estudada nas últimas décadas, e os dados mais recentes ajudam a separar mitos de achados sustentados por pesquisa.

Estudos populacionais de grande escala indicam que pessoas que consomem leite e produtos lácteos regularmente tendem a apresentar níveis mais baixos de pressão arterial. Uma meta-análise de estudos prospectivos publicada no Journal of Human Hypertension observou uma redução de aproximadamente 13% no risco de hipertensão entre indivíduos com maior consumo de lácteos, em comparação aos que consomem pouco ou nenhum.

Entre os trabalhos mais citados está o estudo CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), que acompanhou adultos jovens ao longo do tempo. Os resultados mostraram que participantes com maior ingestão de produtos lácteos apresentaram pressão arterial significativamente mais baixa, mesmo após ajustes para fatores como peso corporal, atividade física e ingestão de sódio.

Parte dessa associação é explicada pelo perfil nutricional do leite. O alimento é fonte relevante de cálcio, mineral envolvido na regulação da contração e do relaxamento dos vasos sanguíneos. Também fornece potássio, nutriente que ajuda a contrabalançar os efeitos do sódio e favorece sua excreção urinária, além de magnésio, associado ao controle da pressão arterial e à função vascular.

A gordura do leite também tem sido reavaliada. Ácidos graxos como o oleico, conhecido por suas propriedades antiaterogênicas, e o ácido linoleico conjugado (CLA) têm sido associados à melhora da função endotelial e a perfis lipídicos mais favoráveis em alguns grupos populacionais. Esses achados ajudam a explicar por que estudos recentes não confirmam uma associação direta entre consumo moderado de gordura láctea e maior risco cardiovascular.

Evidências de ensaios clínicos reforçam essa leitura. Uma meta-análise publicada no American Journal of Clinical Nutrition, que reuniu 29 estudos randomizados, identificou reduções estatisticamente significativas da pressão arterial sistólica e diastólica associadas ao consumo de produtos lácteos. O efeito foi mais pronunciado em indivíduos já diagnosticados com hipertensão.

Resultados semelhantes foram observados no estudo de coorte EPIC-Norfolk, que acompanhou mais de 25 mil pessoas por cerca de 12 anos. Os participantes com consumo regular de lácteos apresentaram um risco 16% menor de desenvolver hipertensão ao longo do período analisado.

Quando se comparam diferentes tipos de leite, os benefícios não parecem restritos ao produto integral. Um estudo publicado no Journal of Dairy Science mostrou que o consumo de leite desnatado também contribuiu para a redução da pressão arterial, sem aumento dos níveis de colesterol, indicando que parte dos efeitos positivos está ligada aos micronutrientes e proteínas do leite.

Em um cenário marcado por modismos alimentares e informações conflitantes, o conjunto dessas evidências reposiciona o leite como um alimento funcional, capaz de integrar uma dieta equilibrada voltada à saúde cardiovascular. Para o público em geral, a mensagem é simples: o consumo moderado de leite, dentro de um padrão alimentar saudável, pode ser um aliado adicional no controle da pressão arterial.

*Escrito por Valeria Hamann para o eDairyNews, com informações de American Journal of Clinical Nutrition

 

 

 

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