O leite padrão voltou ao centro da formação de referência em Santa Catarina com a publicação da Resolução nº 2/2026 do Conseleite Santa Catarina.
A diretoria do colegiado aprovou e divulgou os valores realizados em janeiro de 2026 e a projeção para fevereiro, consolidando o parâmetro técnico que baliza a matéria-prima no estado.
A decisão foi tomada em reunião realizada em 27 de fevereiro, em Chapecó, com base no artigo 15 do Estatuto da entidade. A resolução formaliza os números de referência já apurados para janeiro e antecipa a estimativa para o mês seguinte, mantendo o mecanismo de sinalização mensal ao mercado.
O conceito de leite padrão segue critérios técnicos objetivos. Enquadra-se nessa categoria o produto que apresenta teor de gordura entre 3,50% e 3,59% e proteína entre 3,11% e 3,15%. Também são considerados os indicadores de qualidade microbiológica: contagem de células somáticas entre 450 mil e 499 mil por mililitro e contagem bacteriana entre 251 mil e 300 mil unidades formadoras de colônia por mililitro.
Outro critério determinante é o volume individual entregue, limitado a até 50 litros por dia. O conjunto desses parâmetros define a base de referência utilizada pelo Conseleite SC para a divulgação dos valores.
A resolução também explicita um limite operacional relevante. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidade inferior ao padrão estabelecido. Na prática, isso significa que a referência divulgada contempla apenas matéria-prima enquadrada nos requisitos técnicos definidos, deixando fora do cálculo qualquer produto abaixo desses indicadores.
Com a divulgação dos valores realizados de janeiro e da projeção para fevereiro de 2026, o sistema mantém a previsibilidade mensal da referência estadual. A publicação reforça o papel do leite padrão como eixo técnico da precificação, vinculando remuneração aos critérios de composição, qualidade microbiológica e volume entregue.
A Resolução nº 2/2026 consolida, assim, o parâmetro oficial para o período, delimitando claramente o que é considerado base de cálculo no estado e estabelecendo a régua técnica que orienta o mercado catarinense de matéria-prima leite.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Sindilat






