ESPMEXENGBRAIND
28 mar 2025
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Bacia leiteira, cuja maior produção está em Autazes, terá duas novas linhas de créditos para cooperativas locais.
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Essas linhas de crédito podem ajudar a recuperar um setor da economia do Amazonas que está praticamente no ostracismo.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas linhas de crédito especiais para cooperativas de produtores de leite, com repasse de mais de R$ 700 milhões. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

O setor vem experimentando uma crise nacional por conta do aumento das exportações para os países do Mercosul, o que tem provocado aumento de preços aos consumidores brasileiros.

“O CMN liberou o financiamento para as cooperativas poderem financiar os seus cooperados, com juros de 4% para a agricultura familiar e de 8% para médios e grandes produtores”, explicou Alckmin. Cada cooperativa pode acessar até R$ 20 milhões, por linha de crédito, com prazo de 60 meses para o pagamento, com carência de 24 meses.

Essas linhas de crédito podem ajudar a recuperar um setor da economia do Amazonas que está praticamente no ostracismo, mas que teve importância fundamental para municípios como Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, na região Metropolitana de Manaus, e Parintins, no baixo Amazonas.

Estes municípios, ao longo dos anos 70 e 80 do século passado, se revezaram na liderança do plantel de gado de leite, mas desde a virada do século perderam espaço, apesar de uma pequena recuperação na bacia leiteira de Autazes.

  • Autazes (11 mil litros)
  • Careiro da Várzea (7,8 mil litros)
  • Apuí (5,9 mil litros)
  • Parintins (3,5 mil litros)
  • Manicoré (3,3 mil litros)

Esses municípios representam cerca de 60% da produção de leite no estado. A produção de leite no Amazonas é ainda relativamente pequena, representando apenas 0,1% da produção nacional. Investir nessa atividade é essencial para o fortalecimento econômico destes municípios.

Conforme o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas, os principais fatores que contribuem para a baixa produção de leite no Amazonas são:

  • A falta de infraestrutura, como estradas e energia elétrica, dificulta o transporte e o armazenamento do leite;
  • O clima quente e úmido da região favorece a proliferação de doenças nos animais, o que reduz a produtividade;
  • A falta de assistência técnica especializada dificulta a adoção de tecnologias que poderiam aumentar a produção.

Apesar desses desafios, a produção de leite no Amazonas vem crescendo nos últimos anos. Isso se deve, principalmente, ao aumento da demanda por produtos lácteos na região.

A produção de leite no Amazonas é predominantemente realizada em pequenas e médias propriedades rurais, onde a pecuária de leite representa uma importante fonte de renda e emprego. Esses produtores investem em técnicas de manejo e genética para melhorar a qualidade e a quantidade do leite produzido, enfrentando o desafio de manter a produtividade em um ambiente desafiador.

Nos últimos anos, houve um movimento crescente para adotar práticas mais sustentáveis e tecnologias que permitam uma produção mais eficiente e menos impactante ao meio ambiente. Isso inclui o uso de sistemas agroflorestais, onde a produção leiteira coexiste com o cultivo de árvores e outras culturas, promovendo a biodiversidade e reduzindo o desmatamento.

O governo do estado, em parceria com instituições de pesquisa e o setor privado, tem desenvolvido programas para apoiar os produtores rurais. Isso inclui assistência técnica, acesso a crédito e incentivos para adoção de práticas sustentáveis. Tais iniciativas visam não apenas aumentar a produção de leite, mas também garantir que ela seja realizada de maneira responsável e sustentável.

Em resumo, a produção de leite no Amazonas é um setor dinâmico que enfrenta desafios únicos devido às suas características geográficas e climáticas. Através da adoção de práticas sustentáveis e inovadoras, os produtores estão buscando não apenas o crescimento econômico, mas também a harmonia com o ecossistema ao seu redor, assegurando um futuro promissor para a indústria leiteira na região.

 

 

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