O Mundial do Queijo Brasil 2026 chega em abril a São Paulo com números que refletem a expansão da cadeia láctea nacional e internacional.
Entre os dias 16 e 19, o Teatro B32 receberá cerca de dois mil queijos de mais de 30 países, avaliados por 350 jurados. A escala inédita posiciona o evento como vitrine estratégica para produtores brasileiros, especialmente os artesanais, que ganham visibilidade em um mercado global em crescimento.
A quarta edição projeta recorde de público e participação. Estima-se que 2,5 mil profissionais circulem pelas atividades técnicas e que a feira externa atraia 60 mil visitantes. Esse aumento reforça o papel do encontro como espaço de negócios e formação, ampliando o alcance dos produtos nacionais e estimulando parcerias na cadeia de valor.
O eixo central é o Concurso de Queijos e Produtos Lácteos, com cem mesas de avaliação dedicadas a textura, aroma e identidade regional. A premiação fortalece a presença dos queijos brasileiros em mercados exigentes e conecta produtores locais a padrões internacionais. A liderança de Roland Barthélemy, presidente da Guilde Internationale des Fromagers, confere legitimidade global às avaliações.
Além disso, os concursos de Melhor Queijista e Melhor Queijeiro do Brasil criam pontes diretas com competições internacionais e valorizam tanto a comercialização especializada quanto a produção artesanal. O vencedor entre os queijistas terá vaga garantida no Meilleur Fromager du Monde, na França em 2027.
O Programa Via Láctea, braço técnico do evento, reúne conferências sobre produção rural, consumo e tendências. Na edição anterior, foram mais de trinta encontros, consolidando o espaço como fórum de atualização e troca de conhecimento. Em paralelo, o Salão Profissional com vinte estandes de fornecedores de equipamentos e insumos reforça a integração tecnológica e comercial.
Do lado externo, a feira na Praça da Baleia amplia o acesso do público e conecta gastronomia, cultura e produtos de terroir. Essa abertura fortalece a relação entre consumidores e produtores, estimulando demanda por origem controlada e qualidade diferenciada.
Segundo a Fortune Business Insights, o mercado global de queijos deve crescer de 208,66 bilhões de dólares em 2026 para 328,71 bilhões até 2034. No Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo projeta avanço de até 2% na produção em 2026, puxado pelo fortalecimento dos artesanais. O Mundial, ao reunir especialistas, produtores e consumidores, atua como catalisador desse movimento.
A organização mantém práticas de gestão de resíduos e reaproveitamento de materiais. Em edições anteriores, duas toneladas de queijo foram destinadas ao Fundo Social de São Paulo. A programação também prevê ações de acessibilidade, ampliando a participação do público.
Criado em 2019 pela SerTãoBras em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, o evento consolida São Paulo como ponto de encontro global da excelência queijeira e como espaço de decisão para toda a cadeia láctea.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Bem Paraná






