A safra 2023/24 teve 52 mil hectares destinados à colheita de grãos e 75 mil para silagem, segundo o Deral/Seab.
Safra de verão e a safrinha devem render mais de 3 milhões de toneladas de volume na microrregião de Francisco Beltrão. Foto: Leandro Czerniaski/JdeB. silagem
Safra de verão e a safrinha devem render mais de 3 milhões de toneladas de volume na microrregião de Francisco Beltrão. Foto: Leandro Czerniaski/JdeB.
A colheita da silagem está movimentando as lavouras da região de Francisco Beltrão. O milho se desenvolveu bem na maioria das áreas e a produtividade deve ser igual ou até maior que na safra passada, mesmo com menos lavouras.

“A produção desse ano está sendo ótima, tanto do milho plantado no cedo quanto do tarde”, analisa o técnico do Deral/Seab, Antoninho Fontanella.

Os números levantados pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria ajudam a dar uma dimensão do milho para silagem na região. Foram plantados 33 mil hectares na safra de verão e mais 42 mil na safrinha, com previsão de chegar a uma produção de 3,2 milhões de toneladas de volumoso. A área cultivada é quase 50% maior que a destinada para a colheita de milho em grãos.

A silagem é um dos principais alimentos destinados ao gado leiteiro. Com o aumento do confinamento de animais em sistemas free stall e compost barn está crescendo na região, segundo Fontanella, e aumentando a demanda por silagem, já que as vacas não ficam soltas no pasto, como no modelo extensivo. Mas diferente de três anos atrás, quando a quebra na safrinha reduziu a colheita de silagem pela metade, devido à estiagem, neste ano a boa produtividade deve atender os produtores da região. “Com um volume maior, há casos em que o agricultor enche o silo e deixa o restante do milho na lavoura para colher como grão”, comenta.

Melhor qualidade

A demanda por silagem tem impulsionado também empresas que atuam exclusivamente na colheita do volumoso. Os produtores rurais Cleria e Henrique Hellmann adquiriram uma máquina há pouco tempo para transformar o milho em silagem e atendem outros produtores da região que buscam o serviço. Neste ano, eles percebem que a qualidade do alimento está melhor. “Tem lavouras que estão rendendo mais que o esperado e isso é bom porque o produtor de leite fica mais seguro em ter alimento para o gado nos próximos meses”, diz Cleria. Um problema apontado é o tempo, que nem sempre permite a colheita no período certo.

 

Corn cobs in corn plantation field.

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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