O lucro líquido da Nestlé cresceu 20,9% na comparação anual, passando de 9,3 bilhões de francos suíços (US$ 10,55 bilhões) para 11,2 bilhões de francos suíços (US$ 12,71 bilhões).
Nestlé tem fábricas em oito estados brasileiros (Foto: Divulgação/Nestlé)
Nestlé tem fábricas em oito estados brasileiros (Foto: Divulgação/Nestlé)
SÃO PAULO – A Nestlé informou nesta quinta-feira (22) que a receita bruta da companhia no acumulado de 2023 recuou 1,5% em comparação com 2022, totalizando 93 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 105,55 bilhões) ante 94,4 bilhões de francos suíços (US$ 107,14 bilhões) no ano anterior.

O lucro líquido da companhia cresceu 20,9% na comparação anual, passando de 9,3 bilhões de francos suíços (US$ 10,55 bilhões) para 11,2 bilhões de francos suíços (US$ 12,71 bilhões).

De acordo com estimativas compiladas pela companhia, o lucro líquido era esperado para 11,76 bilhões de francos suíços e a receita para 93,68 bilhões de francos suíços.

No período, o crescimento orgânico da Nestlé foi de 7,2% com desempenho real interno negativo de 0,3%, e alta de 7,5% nos preços dos produtos. As categorias de produtos Pet e Café lideraram o avanço do crescimento orgânico.

Já a desaceleração do crescimento real interno ocorreu com os volumes prejudicados pela fraca procura dos consumidores, restrições de capacidade e uma interrupção temporária no fornecimento de vitaminas, minerais e suplementos no segundo semestre, disse a empresa.

Analistas esperam que o crescimento interno real aumente em 2024, com o consenso da empresa prevendo 2,6% este ano.

“A inflação sem precedentes nos últimos dois anos aumentou a pressão sobre muitos consumidores e causou impacto na demanda por produtos alimentícios e bebidas”, disse o CEO da Nestlé, Mark Schneider.

“Neste contexto desafiador, conseguimos um forte crescimento orgânico e uma melhoria sólida nas margens, com investimentos crescentes em marketing e em outros impulsionadores de crescimento”, acrescentou.

Para o acumulado do ano fiscal de 2024, a Nestlé espera um crescimento orgânico nas vendas em torno de 4% e um aumento moderado na margem de lucro operacional. Além disso, espera-se que o lucro por ação subjacente em moeda constante aumente entre 6% e 10%.

Já as metas de médio prazo para 2025 foram estabelecidas em crescimento orgânico de vendas de um dígito médio e uma faixa de margem de lucro operacional de negociação subjacente de 17,5% a 18,5%. O lucro por ação subjacente em moeda constante deve aumentar entre 6% e 10%.

A Nestlé disse, ainda, que vai propor um dividendo de 3,00 francos suíços por ação e afirmou que planeja recomprar 50 milhões de ações.

Após a divulgação do balanço, analistas classificaram os resultados da empresa como decepcionantes. “Não são os tipos de resultados tranquilizadores da Nestlé aos quais os investidores estão acostumados”, disse a Bernstein, destacando que, com exceção do negócio de pets, “a maioria das divisões de produtos de consumo teve um desempenho fraco”.

A Barclays ressaltou o crescimento real interno negativo e disse que, agora, “a questão será como a Nestlé vai recuperar o crescimento interno real e se ela aplicou preços em excesso”.

Já o Citi apontou que as estimativas de consenso para os ganhos da Nestlé devem cair após o relatório.

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