Dentre as consequências dos preços mais baixos, houve redução de volumes do leite produzidos nas principais regiões tradicionais exportadoras a partir do mês de julho de 2023.
Em 2024, de janeiro a maio, a importação total foi de 897 milhões de litros de leite equivalente, com alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2023. Leite
Em 2024, de janeiro a maio, a importação total foi de 897 milhões de litros de leite equivalente, com alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2023.
A oferta de leite segue com baixo crescimento no mercado mundial. A fraca demanda por lácteos, especialmente com a redução das importações chinesas, tem contribuído para manter os preços de leite em pó relativamente mais baixos.

Segundo o International Farm Comparison Network (IFCN), em 2023 o indicador global de preço ao produtor oscilou ao redor do seu valor histórico de US$ 0,40/kg. A média de 2023 foi 25% inferior ao ano de 2022.

Dentre as consequências dos preços mais baixos, houve redução de volumes produzidos nas principais regiões tradicionais exportadoras a partir do mês de julho de 2023, comparativamente a 2022.

Para 2024, observa-se uma recuperação nos preços das comodities lácteas. No período de novembro/2023 e junho/2024, o preço da manteiga teve aumento de 46%. Já no caso do leite em pó integral, essa elevação foi de apenas 15%.

A expectativa é de que os preços internacionais continuem no ritmo moderado de crescimento nos próximos meses. No âmbito macroeconômico global, o cenário ainda segue adverso, com baixos crescimentos de PIB, altas taxas de inflação e juros, além de conflitos regionais.

No Brasil, em 2023 houve aumento de 2,9% na captação de leite. Da mesma forma, o primeiro trimestre de 2024 também registrou elevação na comparação com o mesmo período do ano passado.

O preço líquido do leite ao produtor, em valores corrigidos pelo IPCA para abril/2024, teve grande variação em 2023, com seu pico em abril, de R$ 3,00/L e seu ponto mais baixo, de R$2,02/L, em outubro. Desde então, houve importante valorização das cotações, atingindo R$ 2,46/L em abril/2024.

Em relação aos fatores de produção, os preços de insumos pagos pelos produtores, também têm registrado queda. O indicador de preço real da mistura com 70% de milho e 30% de farelo de soja, foi cotado a R$ 1,35/kg em abril, valor 24% abaixo de abril do ano passado.

Nos últimos 12 meses até maio, o ICPLeite/Embrapa registrou queda de 3,5%, mostrando menor pressão de custo na comparação anual. Tanto a desvalorização cambial como encarecimento do frete internacional podem provocar elevação nos custos.

Do ponto de vista do consumidor, embora os derivados lácteos tenham registrado aumento de preços nos últimos meses, as cotações ficaram abaixo da inflação. Os preços de lácteos no acumulado em 12 meses até maio/2024, recuaram 4,2%, enquanto a inflação, medida pelo IPCA, no mesmo período aumentou 3,9%. O leite contribuiu para conter a inflação.

Importações

Em 2024, de janeiro a maio, a importação total foi de 897 milhões de litros de leite equivalente, com alta de 5,5% sobre o mesmo período de 2023. Caso haja manutenção do volume de compras nos próximos meses, mais o início da safra de leite, o cenário pode se complicar.

As indicações para 2024 são de uma perspectiva um pouco melhor do que a observada no ano passado. O volume de captação de leite registrou elevação de 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, ajustado por dia útil.

O preço ao produtor vem com tendência de recuperação nos últimos meses, possibilitando melhoria na rentabilidade das fazendas. Os custos de produção seguem mais baixos na comparação com o ano passado. Os preços ao consumidor tiveram valorização inferior a inflação na comparação de 12 meses, contribuindo para melhores vendas.

 

 

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Os produtores de leite no Brasil enfrentam incertezas com os preços em baixa e as importações. Na análise do secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul, Darlan Palharini, a recuperação da cadeia produtiva vai depender da melhoria nos custos de produção.

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