Famílias e vizinhos unem forças no silagem para garantir alimentação do gado leiteiro no verão Amazônico.
silagem “Aqui é uma mão lavando a outra e a família tem que trabalhar unida senão não compensa.”
“Aqui é uma mão lavando a outra e a família tem que trabalhar unida senão não compensa.”
Um trabalho feito em família e com a ajuda de vizinhos. Estamos falando da chamada silagem para garantir que o gado leiteiro tenha alimentação disponível no período de estiagem que se aproxima na região Norte.

O Daniel é casado com a Fabiana e a renda da propriedade de 30 hectares vem da produção de 45 vacas leiteiras.

“A rotina começa bem cedo, às cinco da manhã começa a ordenha, o Daniel sai para fazer a entrega.”, afirma Fabiana Soares.

Momento Agro é um oferecimento do Auto Posto Maverick – Sempre perto de você, Sicredi – Não é só dinheiro. É ter com quem contar, e Intergrãos – Insumos e produtos agropecuários. Com o segundo maior bovino do país, os pecuaristas paraenses se preocupam com a chegada do verão amazônico. No ano passado, houve registro de mortes de animais em algumas regiões pela escassez de alimento.

A falta de chuvas devido às mudanças climáticas é o grande desafio de quem produz no campo nessa parte do Brasil com mais de 26 milhões de cabeças de gado. A crise hídrica prejudica o desenvolvimento das pastagens, elas perdem nutrientes trazendo prejuízos gigantescos que interferem na bovinocultura de corte e na produção de leite. Sem ganho no peso animal, é no bolso, que o pecuarista sente.

“A gente decidiu investir nesse projeto para que a produção seja melhor e tenha alimentação para as vacas.”, explica Daniel Soares.

No Pará, no município de Altamira, no sudoeste, os pecuaristas colhem o milho que será utilizado na silagem: A área semeada foi preparada com calcário e adubação, após 80 dias, a colheita começa. Manualmente, primeiro ele é colocado para a forrageira onde é triturado, depois vai para a máquina que ensaca e compacta grande quantidade de forragens e silagens. O estoque garante comida para os próximos meses do período mais seco do ano.

“E com a utilização de um aditivo que garante que é para manter as propriedades, características químicas que permaneça a qualidade do milho até quando for colocado no cocho para os animais.”, afirma o Professor Doutor Salim Jacaúna.

O professor Salim da Universidade Federal do Pará (UFPA) é doutor em Ciência Animal e Pastagens. Ele une teoria e prática levando conhecimento aos produtores locais. A pesquisa aqui é para mostrar que é possível que o pequeno e o médio pecuarista possuam estoque de comida para os rebanhos.

“Isso é viável para todo nível de produtor, seja na atividade leiteira ou de corte porque sem conservar alimento tá cada vez mais difícil produzir.”, pontua Jacaúna.

E todo mundo ganha, os diaristas que entram com a mão-de-obra, os produtores, o professor que desenvolve a pesquisa e os alunos de Agronomia. O Trabalho de Conclusão de Curso do Marcos e do Yuri é baseado na produção de silagem, integração-lavoura pecuária e na recuperação de áreas degradadas adotando tecnologia.

“Aqui a gente vai colher a silagem, em seguida vai entrar com o pastejo com o capim BRS Zuri com milho para silagem. E aí nós vamos estimar tanto a produtividade de capim como a produtividade de silagem.”, conta o acadêmico Marcos Vinicius Duarte.

“O meu TCC tá voltado na produção de silagem em função da adubação, uma boa adubação vai proporcionar uma melhor roça.”, afirma Yuri Arimatéia.

Neste caso, o pecuarista desembolsou cerca de R$ 30 mil pela compra do maquinário e mais R$ 6 mil pela mão de obra. Mas na matemática, ele não esquece do principal: o lucro porque também quer vender o produto. Cada hectare da fazenda vai render 40 mil quilos de silagem. Cada saco pesa entre 22 e 25 quilos e é vendido a R$ 20, ou seja, se o produtor vender 2 mil deles vai lucrar e é vendido a R$ 20, ou seja, se o produtor vender 2 mil deles vai lucrar mais de R$ 40 mil.

“A gente tem a intenção de negociar esse silo e o que mais a gente quer é fazer com outros pecuaristas façam a mesma coisa. Investir, não é impossível, dar trabalho, mas não é impossível.”, afirma Daniel Soares. “Aqui é uma mão lavando a outra e a família tem que trabalhar unida senão não compensa.”, finaliza Fabiana Soares.

 

 

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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