Uma fatia de queijo pode despertar aquela vontade de repetir, mas o motivo vai além do sabor.
Pesquisas sobre o funcionamento do cérebro indicam que alimentos muito apreciados podem estimular mecanismos ligados à sensação de prazer e à busca por recompensas, sistemas que também participam das respostas provocadas por substâncias psicoativas.
Essa semelhança, porém, não coloca o queijo na mesma categoria de drogas como a cocaína.
Os processos cerebrais envolvidos podem ter pontos em comum, mas isso não significa que os efeitos ou o potencial de dependência sejam equivalentes.
Um levantamento científico publicado em 2015 investigou quais comidas despertavam maior dificuldade de controle entre os participantes.
A pizza ficou entre os primeiros lugares da lista, enquanto o queijo, analisado separadamente, ocupou a décima posição em um total de 35 alimentos.
A combinação de gordura, sal e características do sabor pode ajudar a explicar por que alguns produtos são tão desejados.
Ainda assim, gostar muito de determinado alimento ou sentir vontade de consumi-lo com frequência não é suficiente para caracterizar um vício.
O prazer de comer e a dependência são fenômenos diferentes.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por BossaNews Brasil






