ESPMEXENGBRAIND
2 fev 2026
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A demanda internacional mais fraca, sobretudo na Ásia, pressiona preços e margens no mercado global de lácteos em 2026. 📉
Mesmo com produção estável, a demanda irregular gera incerteza e volatilidade nos mercados globais de lácteos. 🌍
Mesmo com produção estável, a demanda irregular gera incerteza e volatilidade nos mercados globais de lácteos 🌍

A demanda enfraquecida nos principais mercados importadores tem criado um cenário de incerteza no mercado global de lácteos, mesmo com a produção de leite permanecendo relativamente estável nas principais regiões produtoras.

Segundo o Land & Livestock Report, os sinais mistos entre oferta e consumo vêm pressionando preços internacionais e margens ao longo do início de 2026.

Nos Estados Unidos, a produção de leite segue próxima aos níveis registrados no mesmo período do ano anterior. No entanto, o relatório destaca variações regionais relevantes, refletindo ajustes locais de oferta que podem influenciar o planejamento do setor à medida que se aproxima a temporada de maior produção na primavera do hemisfério norte. Esse equilíbrio instável entre volumes e destino da produção aumenta a complexidade das decisões para produtores e processadores.

O principal vetor de pressão sobre os preços tem sido a desaceleração da demanda externa, especialmente na Ásia. Compradores asiáticos têm adotado uma postura mais cautelosa, reduzindo o ritmo de aquisições de commodities lácteas. Esse movimento afetou de forma mais direta o mercado de leite em pó desnatado (SMP), onde o acúmulo de estoques tem contribuído para a queda das cotações internacionais.

Analistas citados no relatório observam que a combinação de compras abaixo do esperado e maior disponibilidade global cria um ambiente de competição mais intensa entre exportadores. Para empresas fortemente dependentes do comércio internacional, a pressão sobre margens se tornou um fator central na definição de estratégias comerciais e de gestão de risco.

Apesar do quadro desafiador no comércio exterior, alguns segmentos da demanda doméstica mostram maior resiliência. Nos Estados Unidos, o consumo interno de queijo continua absorvendo volumes relevantes de produção, ajudando a compensar parcialmente a fraqueza das exportações. Esse desempenho tem funcionado como um amortecedor para o mercado interno, limitando quedas mais acentuadas nos preços pagos ao produtor.

Outro elemento que oferece alívio parcial aos produtores é a redução moderada dos custos de alimentação animal. A queda nos preços de insumos tem contribuído para aliviar a pressão sobre a rentabilidade, embora não seja suficiente para neutralizar totalmente os efeitos da demanda internacional mais fraca e da volatilidade dos preços.

O relatório ressalta que o atual ambiente reforça a importância de ferramentas de gestão de risco. Estratégias como hedge de preços, diversificação de portfólio de produtos e maior flexibilidade comercial ganham relevância em um contexto de sinais globais contraditórios. Para tomadores de decisão, a leitura integrada entre oferta, demanda e custos passa a ser determinante para atravessar um ciclo de margens mais apertadas.

O mercado aguarda agora a divulgação das próximas projeções do USDA para o setor lácteo, prevista para ainda este mês. Esses dados podem influenciar decisões de produção e comercialização em um momento considerado crucial. Com oferta estável e demanda frágil, a expectativa predominante é de que os preços das commodities lácteas continuem sob pressão, enquanto o setor se ajusta a um cenário de comércio internacional mais cauteloso ao longo de 2026.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de EDairy News English

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