O Fideliza Coopatos consolida-se como uma das principais ferramentas de fidelização e redistribuição de resultados dentro da cooperativa mineira, ao transformar a relação comercial entre produtor e cooperativa em retorno financeiro direto.
Em janeiro de 2026, cerca de R$ 900 mil estão sendo repassados aos cooperados participantes do programa, com base nas apurações referentes ao exercício de 2025.
Na prática, o Fideliza Coopatos opera como um mecanismo de bonificação vinculado às movimentações financeiras realizadas pelo produtor ao longo do período em que fornece leite à cooperativa. Quanto maior o volume de compras feitas nas unidades de negócios da Coopatos e quanto mais contínuo for o fornecimento de leite, maior é o valor recebido pelo cooperado no início do ano seguinte.
De acordo com as regras do programa, os produtores recebem 1% de retorno sobre o total gasto em compras no posto de combustíveis, nas lojas agropecuárias e nas lojas de laticínios da cooperativa. Já para produtos de nutrição animal, o percentual de bonificação é maior, chegando a 2% sobre o valor adquirido. O cálculo considera exclusivamente as operações realizadas enquanto o cooperado esteve ativo no fornecimento de leite.
Segundo a Coopatos, o desenho do Fideliza busca reforçar o princípio do cooperativismo na prática, estimulando o produtor a concentrar suas compras dentro da própria estrutura cooperativa. Esse comportamento, além de fortalecer o ecossistema econômico da organização, retorna ao produtor na forma de dinheiro, e não apenas de vantagens indiretas ou descontos futuros.
A regularidade no fornecimento de leite é um dos pontos centrais do programa e influencia diretamente o valor final do bônus. Conforme explica Ítallo Barros, coordenador do DRC da Coopatos, interrupções no fornecimento reduzem o período considerado para cálculo. “Se o produtor sai em julho e retorna em setembro, por exemplo, ele recebe o Fideliza apenas referente ao período de setembro a dezembro. Por isso, a constância é um diferencial”, afirma.
Essa lógica, segundo a cooperativa, busca valorizar o compromisso contínuo do produtor com a operação industrial e logística da Coopatos, que depende de previsibilidade de volume para planejar processamento, comercialização e investimentos. A bonificação, nesse sentido, funciona também como um sinal econômico que recompensa estabilidade.
Para o vice-presidente da Coopatos, Gilberto Cunha, o Fideliza Coopatos representa uma forma objetiva de reconhecer quem sustenta o negócio cooperativo. “Com essa medida, conseguimos devolver ao produtor, em dinheiro, a fidelidade que ele teve com a cooperativa ao longo do ano”, afirma. Ele destaca ainda que o modelo adotado pela Coopatos é considerado único na região, tanto pelo formato de cálculo quanto pela forma de pagamento.
O repasse realizado em janeiro refere-se às apurações do programa ao longo de 2025 e beneficia dezenas de cooperados, segundo a cooperativa. O valor total distribuído, próximo de R$ 900 mil, reforça o peso econômico do Fideliza dentro da estrutura de relacionamento com o produtor, especialmente em um contexto de custos elevados de produção e margens pressionadas no setor leiteiro.
Outro ponto destacado pela Coopatos é a transparência no acompanhamento dos valores. O cooperado pode monitorar mensalmente o saldo acumulado do Fideliza por meio da sua prestação de contas, o que permite previsibilidade e planejamento financeiro. Dessa forma, o bônus deixa de ser apenas uma surpresa anual e passa a integrar a lógica de gestão da propriedade rural.
Para participar do Fideliza Coopatos, o produtor precisa estar ativo no fornecimento de leite à cooperativa a partir de 15 de janeiro, além de realizar compras nas unidades de negócios da Coopatos. Cada aquisição gera automaticamente um percentual de bonificação, conforme as regras do programa, sem necessidade de adesões adicionais ou processos burocráticos.
Ao transformar compras recorrentes e fidelidade operacional em retorno financeiro direto, o Fideliza Coopatos reforça o modelo cooperativista baseado na reciprocidade econômica. Em vez de apenas concentrar resultados na estrutura central, o programa redistribui parte do valor gerado ao longo da cadeia, retornando ao produtor em forma de renda líquida no início do ano.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Patos Notícias (PN)






