Quem produz leite no Rio Grande do Sul passa a conviver com duas contribuições ao Fundesa, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do estado.
A mais recente, ligada à defesa contra a febre aftosa, vence em 30 de outubro. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marau, Silvio Borghetti, em entrevista à Tua Rádio Alvorada.
A conta nova é feita por cabeça: R$ 1,33 por animal ao ano para quem tem gado leiteiro. O dinheiro abastece um fundo cuja finalidade é indenizar em situações sanitárias que exijam a eliminação de animais. É esse o novo modelo de contribuição que agora tem data marcada para pagamento.
A outra cobrança já existia e segue lógica diferente. Relacionada à brucelose e à tuberculose, ela incide sobre a produção, e não sobre o rebanho: R$ 1,10 a cada mil litros entregues, conforme as informações apresentadas na entrevista. Na prática, o mesmo produtor tem uma contribuição medida pelo número de animais e outra pelo volume de leite que sai da propriedade.
Para Borghetti, o fundo oferece uma proteção importante aos produtores. Ele relata, porém, que entidades representativas vêm discutindo a possibilidade de ampliar a abrangência do Fundesa para outras situações sanitárias e também para o gado de corte. Ou seja, o desenho atual do fundo pode não ser o definitivo.
Os boletos podem chegar por meios digitais, conforme os cadastros existentes. Quem não receber, ou tiver dificuldade para emitir o documento, pode procurar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marau, que auxilia no acesso ao sistema e na geração do boleto. O vencimento é 30 de outubro.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Tua Rádio






