ESPMEXENGBRAIND
28 maio 2026
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🍦 Proteína, porções menores e conveniência nutricional passam a orientar os investimentos da indústria de gelados no Brasil.
Cresce a aposta em sorvetes com whey, fibras e colágeno para atender um novo padrão de consumo.
Cresce a aposta em sorvetes com whey, fibras e colágeno para atender um novo padrão de consumo.

As canetas emagrecedoras começaram a alterar não apenas o comportamento do consumidor, mas também a lógica de desenvolvimento da indústria de sorvetes no Brasil.

O avanço dos sorvetes funcionais, enriquecidos com proteínas, fibras e colágeno, já reposiciona a categoria como uma plataforma de conveniência nutricional e abre espaço para novos usos de ingredientes lácteos.

Levantamento da ABRASORVETE mostra que 77,8% das indústrias já produzem ou pretendem investir em lançamentos de sorvetes proteicos ou funcionais até o fim de 2026. A mudança ocorre em resposta a um consumidor que reduz o volume consumido, mas passa a exigir maior entrega nutricional em cada porção.

A transformação vai além da formulação. O setor identifica uma mudança estrutural no papel do produto. Segundo Márcio Favaro, presidente da entidade, o sorvete deixa de ocupar apenas o espaço da indulgência e passa a disputar relevância como veículo de nutrição funcional associado ao prazer controlado.

Nesse movimento, ingredientes como whey ganham protagonismo dentro de uma categoria historicamente vinculada ao consumo por impulso e ao apelo sensorial. O avanço dos funcionais cria uma nova frente de valorização para proteínas e compostos associados à manutenção de massa magra, especialmente em consumidores submetidos a dietas de controle calórico mais rigoroso.

Ao mesmo tempo, a indústria acelera sua adaptação antes mesmo de uma consolidação plena do mercado. O percentual elevado de empresas que já investem ou planejam lançar produtos funcionais indica uma reação antecipada das fabricantes diante de um comportamento de consumo que começa a ganhar escala no varejo.

Os sinais dessa mudança já aparecem nas vendas. Metade das empresas consultadas relata aumento na procura por produtos saudáveis nos últimos 12 meses. Parte dos fabricantes aponta crescimento entre 5% e 10%, enquanto outro grupo já registra avanço superior a 10%.

O novo perfil de consumo também altera formatos e estratégias comerciais. Com consumidores mais atentos ao controle de ingestão calórica, embalagens individuais passam a ganhar relevância frente ao tradicional pote de 2 litros. Para 48,1% do setor, picolés e potes menores já superam o formato tradicional em importância para o faturamento.

A mudança reforça uma lógica de conveniência nutricional. Em vez de disputar volume consumido, as empresas passam a buscar maior valor agregado por porção, combinando praticidade, sabor e entrega funcional em formatos reduzidos.

A estratégia será um dos principais focos da Fispal Sorvetes 2026, evento que acontece entre 26 e 29 de maio, no Distrito Anhembi. O cenário indica que a indústria de gelados entra em uma fase em que formulação, nutrição e conveniência passam a pesar tanto quanto indulgência na construção do mercado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Aditivos & Ingredientes

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